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Juros
Copom fala em 'parcimônia' para cortes
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) defendeu nesta quarta-feira que os cortes na taxa básica de juros da economia (Selic) devem ser feitos com "parcimônia". A declaração, contida na ata do Copom divulgada à imprensa, implica em cortes de juros menores que 0,75 pontos poercentuais a cada reunião. "O Copom entende que a preservação das importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico, com geração de empregos e aumento da renda real, poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia. Essa ponderação se torna ainda mais relevante quando se leva em conta que as próximas decisões de política monetária terão impactos progressivamente mais concentrados em 2007".
A última reunião do colegiado nos dias 18 e 19 de abril diminuiu a Selic de 16,5% ao ao para 15,75% anuais, menor patamar dos últimos cinco anos. Mesmo com o progressivo corte nos juros entre setembro de 2005 e abril deste ano, o Comitê acredita que os cortes ainda não surtiram efeito na atividade econômica, que não sofrerá com um aumento da pressão inflacionária. Em sua ata, o Copom afirma que "os dados referentes à atividade econômica sugerem a consolidação progressiva de uma trajetória de expansão em ritmo condizente com as condições de oferta, de modo a não resultar em pressões significativas sobre a inflação."
Risco Brasil
- O órgão afirma ainda que a redução dos juros e simultâneo controle da inflação dentro dos limiares estabelecidos como meta reduzem a percepção de risco do Brasil. "O espaço para que observemos juros reais menores no futuro continuará se consolidando de forma natural como conseqüência dessa melhora de percepção". O Comitê aposta que o crescimento no número de empregos, do crédito pessoal, além do aumento do salário mínimo e dos benefícios concedidos pelo governo nos últimos meses devem impulsionar a atividade econômica.

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