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Para conter pressão, Lula diz que manterá política econômica e Palocci no ministério
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu neste sábado aos rumores de que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, estaria se preparando para deixar o governo. No fim da tarde deste sábado, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto reafirmou que o presidente não planeja fazer mudanças na política econômica e nem substituir Palocci no comando da Fazenda. No breve comunicado, Lula assume a responsabilidade pela condução da política econômica, alvo de críticas até dentro do governo. "Diante de boatos, o presidente da República reafirma que não estuda mudanças na política econômica, que é de sua responsabilidade, nem na pessoa escolhida por ele para conduzi-la: o ministro Antônio Palocci", diz o texto. Para o presidente, perder Palocci nesse momento seria uma derrota muito grande e uma ameaça latente aos planos de reeleição. Eleteria dito ainda a interlocutores que deixar Palocci sair seria um 'suicídio'.
Nas últimas semanas, Palocci tem sido alvo de duros ataques da oposição e até de integrantes do alto escalão do governo. A oposição tem ameaçado convocar o ministro para depor sobre arrecadação ilegal de recursos na campanha de Lula em 2002 e supostas irregularidades no período em que esteve à frente da prefeitura de Ribeirão Preto. No governo, a avaliação é que, pela primeira vez, o ministro da Fazenda está de fato vulnerável. Lula já teria a percepção de que Palocci perdeu apoio político. Mesmo assim, considera o ministro fundamental.
Outro fato que agravou a situação de Palocci, foi a crítica pública da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à meta de superávit fiscal, um dos pilares da política econômica traçada pelo ministro da Fazenda. Na sexta-feira, o presidente novamente ordenou a colaboradores que fechem a boca e parem de alimentar a rede de intrigas entre Palocci e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Enfraquecer ainda mais o Palocci é um suicídio", afirmou Lula, de acordo com reportagem do jornal E Estado de S.Paulo. "Precisamos ter muito cuidado para não pôr tudo a perder." Na sua avaliação, a perda de Palocci significaria não apenas um tiro de morte em seu governo como no plano petista da reeleição.
Os boatos sobre a saída de Palocci ficaram mais fortes quando ele pediu quatro dias de folga para descansar e se preparar para a sabatina que será submetido na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, no dia 22 deste mês. A saída de cena de Palocci no feriadão reforçou os rumores de que ele estaria disposto a deixar o governo. Antes de folgar, o ministro avisou a Lula que não pretende ficar "apanhando" em praça pública e administrando crise sob fogo cruzado da oposição, do PT e de integrantes do governo. "Essas críticas dentro do governo são inaceitáveis", queixou-se Palocci a Lula, ainda segundo o Estado de S.Paulo. O ministro disse que a oposição quer atingir a economia, hoje a única vitrine do governo, e, com isso, sepultar o plano petista de um segundo mandato para o presidente.


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