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Congresso
Compadre e ministro com sessões adiadas
Apesar da previsão de temperatura alta no Congresso com os depoimentos do ministro Marcio Thomaz Bastos e do advogado Roberto Teixeira, ambos os testemunhos, previstos para esta semana, seguem indefinidos. Na segunda-feira, governo e oposição seguiam brigando em torno da fala de Bastos. Ao mesmo tempo, Roberto Teixeira avisava que não prestaria depoimento nesta terça-feira. A Polícia Federal pode ser usada para garantir os depoimentos.
Amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado deveria falar à CPI dos Bingos, mas enviou um comunicado ao comando da comissão dizendo que não compareceria em função do pouco tempo para se preparar. Segundo Teixeira, a notificação - que só chegou às 17h30 de segunda - deveria ter vindo 24 horas antes do começo da sessão, agendada para as 11h30 desta terça.
Além disso, o compadre de Lula disse que precisa consultar um médico para verificar se tem condições de prestar depoimento no Congresso. "Fui submetido a relevante cirurgia cardíaca em data recente, e tenho de consultar os médicos que me acompanham", afirmou ele na nota, em que também chama de injustificada a convocação e dá pistas de que recorrerá à Justiça para não falar.
Foi a segunda vez que Teixeira usou o argumento médico para não comparecer à CPI dos Bingos, o que levou o presidente da CPI, senador Efraim Moraes (PFL-PB) a afirmar que, se for preciso, usará a "força" da Polícia Federal para garantir o depoimento. "Nós estamos chegando ao final da CPI sem o uso da força, mas lamentavelmente não há outro caminho a não ser este... cabe à Polícia Federal trazê-lo para depor", afirmou à imprensa o senador, que disse ainda que Teixeira "está trabalhando normalmente e tem condições de vir depor". O regimento interno da CPI prevê que depois de três convocações é possível recorrer à Polícia Federal para ouvir o depoente.
Feriado - No caso de Bastos, governo e oposicionistas não entram em acordo sobre nenhum aspecto do depoimento do ministro - data, local e formato da sessão, em que ele explicará a participação na quebra ilegal de sigilo do caseiro Francenildo Costa, continuam indefinidos. O governo quer uma sessão na quinta, véspera de feriado. A oposição quer adiar para a próxima semana.
A ausência de acordo pode fazer até com que Thomaz Bastos fale duas vezes no Congresso. "Quinta-feira será um dia esvaziado. Se o ministro for à Câmara nesta semana, ele volta depois ao Senado", afirmou o líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM). O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse "torcer" para que todas as explicações se esgotem na ida à Câmara.


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