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Coaf viu suspeitas em empresa de Okamotto
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) agravou o caso do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, acusado de movimentações financeiras suspeitas, incluindo o pagamento de uma dívida pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o documento, a ser divulgado nesta quarta, uma empresa da família de Okamotto tem movimentação suspeita.
Conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o relatório faria parte do relatório final da CPI dos Bingos. O texto diria que a empresa Red Star (estrela vermelha), de propriedade da família do amigo de Lula, teve uma movimentação "incompatível com o patrimônio e com capacidade financeira presumida, além de não mostrar ser resultado de atividade ou negócios normais".
O relatório tem grande impacto porque Okamotto afirma que o dinheiro usado para pagar parte da dívida que Lula tinha com o PT saiu da própria Red Star. Isso reforça a suspeita de que a dívida do presidente foi paga com recursos do caixa dois petista. O relatório também faz aumentar a chance de pedido de indiciamento de Okamotto pelo relator da CPI Garibaldi Alves (PMDB-RN).
A comissão cobrava desde dezembro do Coaf informações sobre as contas de Okamotto e da Red Star. O conselho já identificou um pagamento de cerca de 22.400 reais do PT à empresa de Okamotto. O presidente do Sebrae e amigo de Lula divulgou nota na terça afirmando que o texto do Coaf "contém informações truncadas, incompletas e equivocadas" e foi obtido "de maneira criminosa".


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