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Cinco deputados atendem pedido de Izar e ficam no Conselho. E outros quatro saem
Cinco dos quinze deputados que compõem o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e assinaram um documento de renúncia em repúdio à absolvição de João Paulo Cunha (PT-SP) voltaram atrás na decisão e decidiram permanecer no órgão. Outros quatro - até a noite desta quinta-feira - decidiram manter a posição. São eles: Júlio Delgado (PSB-MG), Chico Alencar (PSOL-RJ), Orlando Fantazini (PSOL-SP) e Cezar Schirmer (PMDB-RS).
O presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), fez um apelo para que todos os parlamentares continuassem em seus cargos até o fim dos dois últimos processos que estão sendo julgados - de Vadão Gomes (PP-SP) e José Janene (PP-PR). O pedido de Izar foi atendido por cinco deles: Nelson Trad (PMDB-MS), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Benedito de Lira (PP-AL); e os suplentes Marcelo Ortiz (PV-SP), Cláudio Magrão (PPS-SP).
O requerimento assinado após a absolvição de Cunha foi uma forma de protesto contra o plenário da Câmara, que inocentou seis deputados que haviam sido condenados no Conselho de Ética. Os outros deputados que haviam pedido afastamento são Carlos Sampaio (PMDB-SP), Nelson Trad (PMDB-MS), Orlando Fantazzini (PT-SP), Benedito de Lyra (PP-AL), Chico Alencar (PSol-RJ), Cézar Schirmer (PMDB-RS), Cláudio Magrão (PPS-SP) e Marcelo Ortiz (PV-SP).
Izar disse que todos estão indignados com as seguidas rejeições pelo plenário dos relatórios aprovados no Conselho e que não aceitou a renúncia dos parlamentares. Numa reunião que durou cerca de uma hora, o petebista conseguiu demover os colegas. "Disse aos deputados que não podemos fugir da raia. O Conselho de Ética faz um trabalho digno, honrado e transparente e não podemos jogar isso fora dessa maneira", disse Izar.


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