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'Cassável' escapa de ser julgado primeiro
O presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), escapou de ser o primeiro da fila de 11 parlamentares que respondem a processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara a ir a plenário em 2006, alterando a ordem de votação dos casos, graças a uma articulação. Segundo a Folha de S. Paulo, pelo cronograma do conselho, seria ouvida nesta quarta-feira a última testemunha de defesa arrolada pelo pepista, o líder interino do PP na Casa, Mário Negromonte (BA).
No entanto, o depoimento foi adiado pela terceira vez, apenas dois minutos antes do início da sessão desta quarta. Em ofício entregue ao presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), às 9h58, Negromonte alegou estar com uma virose.
Com a manobra, o processo do deputado Roberto Brant (PFL-MG) agora é o primeiro que enfrentará o julgamento do plenário neste ano. Ainda de acordo com a Folha, os deputados ameaçados de perder o mandato temem que o primeiro processo julgado em 2006 acabe na cassação, como provável efeito da repercussão negativa da absolvição de Romeu Queiroz (PTB-MG), o último deputado a ser julgado, em 2005.
O jornal apurou que a articulação do PP para adiar o desfecho do caso de Corrêa também foi uma resposta a ação de membros do conselho que manobravam para votar o caso de Brant num momento mais favorável à absolvição. O relator do processo de Corrêa, Carlos Sampaio (PSDB-SP), contou que o depoimento de Negromonte foi remarcado para segunda-feira. "Se ele não comparecer, declaro encerrada a instrução do processo."
O líder interino do PP afirmou, por meio de sua assessoria, que o PP "não quer nenhum privilégio, mas quer que seja cumprida a ordem dos relatórios que já estão prontos". Corrêa não foi localizado. Brant deve agora ser notificado oficialmente da conclusão do parecer. Em seguida, será marcada data para leitura e votação, provavelmente na semana que vem.


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