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Câmara
Cassáveis aliados têm emendas atendidas
Os deputados da base aliada acusados de envolvimento no escândalo do mensalão foram bem servidos pelo governo na liberação de recursos para emendas propostas na Câmara. Conforme reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o grupo de petistas e aliados processados no Conselho de Ética teve quase todas suas emendas orçamentárias atendidas até agora.
Segundo dados do site Contas Abertas, os projetos exclusivos e individuais de parlamentares como João Paulo Cunha (SP), José Mentor (SP), Professor Luizinho (SP) e João Magno (MG), todos do PT, foram quase todos aceitos na íntegra pela União. Alguns chegam perto do teto de emendas propostas pelos parlamentares - um total de 3,5 milhões de reais para cada um dos deputados.
Cunha, por exemplo, propôs 18 emendas exclusivas, no total de 3,049 milhões, e obteve autorização para 2,677 milhões, com só duas emendas rejeitadas. Mentor, por sua vez, teve todas as suas 13 emendas aprovadas, com total de 2,280 milhões. Luizinho, que propôs 12 emendas, também teve todos os pedidos atendidos, com total de 1,52 milhões. Magno liberou 11, de 830.000 reais.
Oposição - Todos os deputados citados garantiram que a liberação é normal e não tem nenhuma relação com sua proximidade com o governo do PT. "Nunca falei disso com nenhum ministro", disse Mentor. "São emendas importantes à defesa social e estratégicas para o governo", assegurou ele. O único oposicionista processado no Conselho, porém, contrariou a posição desses governistas.
Conforme Roberto Brant (PFL-MG) - também citado no esquema de Marcos Valério mas sem ligação com o governo Lula - menos de um quarto de suas emendas foram aceitas pelo governo. Ele apresentou 14 emendas, no total de 2,45 milhões de reais - só 6 delas foram aceitas (total de 600.000 reais). "Esse governo libera mais para quem gosta mais, e menos para quem gosta menos", diz.


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