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Caseiro depõe no Senado e nega 'orientação'
O caseiro Francenildo dos Santos Costa confirmou nesta terça-feira à noite em depoimento de mais de três à Corregedoria do Senado que conversou com o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) antes de apresentar suas denúncias ao jornal O Estado de S. Paulo. Ele disse que foi levado ao senador por um amigo e negou que tenha recebido orientações sobre as denúncias que fez.
O caseiro diz ter ficado assustado quando seu nome apareceu nos jornais e a Polícia Federal o procurou, depois de ter sido citado pelo motorista Francisco das Chagas Costa como uma das pessoas que poderia que Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, costumava ir à casa alugada por Vladmir Poleto, assessor de Palocci durante sua gestão na prefeitura de Ribeirão Preto. Este foi o motivo que Francenildo deu ao corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PT-SP), "para falar a verdade"
Em reportagem da Agência Brasil, Francenildo diz ter procurado ajuda do corretor de imóveis que aluga a casa onde trabalha, Gustavo, que o teria apresentado a um amigo de nome Enéas, que, por sua vez, conhecia o senador Paes de Barros. Segundo o relato de Francenildo, confirmado pelo senador, a reunião entre os dois aconteceu no dia 10 de março pela manhã no Senado. O caseiro disse ter contado ao senador o que acontecia na casa 25 da QI-01 do Lago Sul e Paes de Barros "não acreditou muito" na sua história.
Segundo Francenildo, o senador sugeriu que ele contasse a história à imprensa e chamou ao gabinete a repórter Rosa Costa, do jornal O Estado de São Paulo. O depoimento do caseiro na CPI dos Bingos aconteceu no dia 16 de março e foi interrompido por conta de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal ao PT.
Depois desta primeira visita ao Senado, o caseiro disse que voltou à Casa apenas no depoimento à CPI dos Bingos (interrompido por liminar do STF) e pela terceira vez agora, na Corregedoria. "Não quero mais vir aqui, não", declarou o caseiro.
Segundo um dos dois advogados de Francenildo, Wlício Chaveiro Nascimento, "ele não foi orientado; em momento algum ele quis ser um delator. Ele teve seu nome citado na CPI, que pediu à PF para encontrá-lo. Isso trouxe receio e medo para ele. Essa foi a motivação".


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