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Delação premiada
Buratti pediu acordo contrariando orientação
O depoimento prestado nesta sexta-feira pelo advogado Rogério Buratti, ex-secretário de Governo na primeira gestão de Antonio Palocci como prefeito de Ribeirão Preto, foi o primeiro desde que ele fechou um acordo sobre o benefício da delação premiada. O acordo, fechado na quinta-feira junto ao Ministério Público, possibilita redução de pena em troca de informações de crimes.
A delação premiada foi aceita por Buratti contrariando a orientação e a vontade do advogado dele, Roberto Telhada, que disse ter abandonado o depoimento do cliente. Segundo Telhada, ele não concordava com os temos do acordo firmado entre Buratti e os promotores. Antes, Telhada havia classificado a prisão de seu cliente, na quarta-feira, de "exagerada": "Era desnecessário".
Com o acordo, Buratti pode ter redução de um ou dois terços da pena caso seja condenado. O advogado, 42 anos, preso no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto, divide uma cela especial com mais três pessoas. Antes de acertar a delação premiada - num encontro com promotores no próprio presídio -, Buratti tinha caído em contradição ao comentar as acusações contra ele.
Segundo o promotor Aroldo Costa Filho, o advogado "certamente" mentiu no primeiro depoimento sobre fraudes nas concorrências públicas de coleta de lixo em cidades de São Paulo e Minas Gerais. Na própria quinta - antes, portanto, do depoimento citando Palocci -, o delegado Benedito Valencise disse que, se o nome do ministro surgisse, o depoimento deveria ser enviado ao STF.


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