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Anistia
Brasil não se preocupa com os índios
A organização não-governamental Anistia Internacional criticou nesta sexta-feira a atuação do governo e da Justiça brasileiros em relação aos povos indígenas. Segundo a Anistia, o país fracassa "na proteção dos direitos constitucionais à terra".
No comunicado, a Anistia denuncia que 38 ativistas indígenas foram mortos no Brasil em 2005. A mais recente aconteceu nove dias depois do despejo da comunidade guarani-caiowá de terras no Mato Grosso do Sul, em meados de dezembro de 2005. Dorvalino Rocha, de 39 anos, era um dos membros da comunidade e teria levado um tiro no peito.
De acordo com Patrick Wilcken, da Anistia Internacional, "a decisão teve conseqüências catastróficas para a comunidade indígena". Atualmente, os índios estão acampados na beira da estrada, sem comida e em precárias acomodação e condições sanitárias.
Os índios guarani-caiowá saíram da terra por decisão do Supremo Tribunal Federal. A operação foi realizada pela Polícia Federal. Segundo a Anistia, a decisão do STF "suspendeu o direito constitucional dos guarani-caiowás às suas terras tradicionais".


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