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Brant e Luizinho estão na fila da cassação
O relator do processo de cassação contra o deputado Roberto Brant (PFL-MG), Nelson Trad (PMDB-MS), recomendou nesta quinta-feira que o Conselho de Ética da Câmara vote pela perda do mandato do parlamentar, acusado de uso de caixa dois em campanha municipal de 2004. O pefelista foi citado no relatório conjunto das CPIs dos Correios e do Mensalão como um dos beneficiários do dinheiro do valerioduto.
Na campanha de 2004, Brant recebeu 102.812,76 reais, sacados das contas bancárias da agência de publicidade SMP&B, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, pelo então coordenador político da campanha do deputado à Prefeitura de Belo Horizonte (MG), Nestor Francisco de Oliveira.
Brant admitiu que os recursos vieram do caixa da Usiminas. Em sua defesa, o deputado afirmou que, por ser dinheiro privado, gasto na campanha de 2004, o caso se diferenciava das acusações que pesam contra os parlamentares da base governista, que teriam usado recursos públicos.
O argumento não convenceu o relator. "Qualquer das justificativas do representado inexoralvelmente leva à tipificação da ofensa ao decoro parlamentar, que não pode ser mensurado. Não é possível dizer que ele apenas infringiu um decorozinho pequenininho e, por isso, não poderia ser eliminado da vida parlamentar momentaneamente", declarou Trad.
O relatório deve ser votado na próxima semana, já que integrantes do PFL disseram que pedirão vistas do documento.
Mais um - O deputado Pedro Canedo (PP-GO), relator do Conselho de Ética, também pediu nesta quinta-feira a cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP). Luizinho é acusado de ser beneficiário de 20 mil reais do esquema montado por Marcos Valério. O dinheiro foi sacado por um assessor e os recursos abasteceram campanhas de vereadores do PT no ABC paulista.
Em seu parecer, Canedo diz que "houve intermediação do parlamentar no saque efetivado pelo seu ex-assessor". O petista diz que não sabia da operação.
O parecer contrariou as expectativas de alguns parlamentares que achavam que o deputado Canedo fosse pedir a absolvição do petista. Mas após sofrer pressões, o deputado optou pelo parecer contrário a Luizinho. Membros do conselho chegaram a dizer que Canedo teria o parecer rejeitado.
Luizinho é o primeiro deputado do PT a ser julgado após a cassação de José Dirceu. A deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) pediu vistas do processo, o que deve atrasar sua votação no Conselho por pelo menos duas sessões.


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