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Quebra de sigilo
Bastos se oferece para dar "explicações"
Em ofício enviado nesta quinta-feira aos presidentes da Câmara dos Deputados (Aldo Rebelo, do PCdoB-SP) e do Senado (Renan Calheiros, do PMDB-AL), o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ofereceu-se para comparecer a qualquer uma das Casas na data que for mais conveniente para os parlamentares a fim de esclarecer as dúvidas sobre sua participação ou não no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O comunicado será divulgado, no plenário do Senado, pelo senador Tião Viana (PT-AC).
No ofício - enviado a Renan, com cópia para Aldo - Bastos afirma que "em função de requerimento apresentado por parlamentares, manifestando interesse no meu comparecimento ao Congresso Nacional, considerando o bom funcionamento das instituições democráticas (...) manifesto minha disposição em comparecer a qualquer uma das Casas do Parlamento em data a ser marcada de acordo com a conveniência do Legislativo".
A iniciativa do ministro da Justiça é considerada uma reação ao requerimento encabeçado pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), e apoiado por outros parlamentares da oposição, solicitando o comparecimento do ministro da Justiça ao plenário do Senado para falar sobre o episódio que levou à queda de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda.
Data
- Segundo a Reuters, a assessoria de imprensa de Renan Calheiros informou que o político consultará líderes partidários para marcar a audiência. É provável que o depoimento de Bastos seja marcado para a próxima semana, na Comissão de Constituição e Justiça e não no plenário do Senado.

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