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Aumento foi aprovado; mínimo, não
A Câmara dos Deputados voltou a ignorar o projeto que eleva o valor do salário mínimo nesta quinta-feira. Com a medida ainda na fila, os parlamentares se dedicaram à aprovação de um texto de interesse mais próximo a eles: o plano de cargos e salários que eleva os vencimentos dos servidores da Casa. O impacto da medida aos cofres públicos será de quase 500 milhões de reais.
Um acordo entre os líderes dos partidos garantiu a aprovação do projeto, que era a grande bandeira do ex-presidente da Casa, Severino Cavalcanti. O plano dá aumento real de 15% aos servidores, equiparando seus vencimentos aos dos funcionários do TCU e do Senado. São 7,5% de aumento em 2006 e mais 7,5% no ano que vem, além do aumento de 20 para 25 funcionários por gabinete.
O projeto de lei ainda precisa ser aprovado no Senado. Se isso ocorrer, 3.500 servidores serão beneficiados, sem contar 2.000 aposentados. A medida foi aprovada um dia depois que a Câmara absolveu - com falta de quórum - mais dois deputados envolvidos no mensalão. Nessa sessão, Ângela Guadagnin (PT-SP) foi flagrada dançando e rindo depois que um petista escapou da cassação.
Desgaste - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), acredita que o aumento não vai piorar ainda mais a imagem da Casa. "Esse plano não foi preparado agora, está pronto desde o ano passado, foi discutido, acordado. Já havia essa aspiração antiga dos servidores de ter os salários equiparados aos do Senado. Não creio que isso vá aumentar o desgaste da imagem", disse ele.


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