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CPI dos Bingos
Assessor de Palocci falará da máfia do lixo
O chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Juscelino Dourado, depõe nesta terça-feira na CPI dos Bingos. O relator da CPI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou que serão quebrados os sigilos bancário, telefônico e fiscal de Dourado, que é suspeito de tráfico de influência e de envolvimento na máfia do lixo. Segundo Garibaldi, a quebra de sigilo é necessária para "verificar até onde ia a articulação de Juscelino com o advogado Rogério Tadeu Buratti" dentro do ministério.
Em nota divulgada na última quarta-feira, Dourado informou ter relacionamento apenas social com Buratti e que está disposto a colaborar com a CPI dos Bingos. Ele informou que conhece o advogado há mais de 15 anos e que já o recebeu algumas vezes (nove) no Ministério da Fazenda. No entanto, nega que isso possa significar algum tipo de benefício a Buratti.
Após depoimento de Buratti à comissão na última quinta-feira, o presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), disse que ainda é cedo para se falar a respeito de uma convocação do ministro da Fazenda para depor na CPI. "Não posso fazer julgamentos, temos que analisar o depoimento do Buratti e na semana que vem, ou na próxima, votar o requerimento de convocação do ministro", afirmou o senador. Esse requerimento foi apresentado à CPI pelo senador Geraldo Mesquita Júnior (PSOL-AC).
Na semana passada, em depoimento à CPI, o ex-secretário acusou o ministro de receber 50.000 reais por mês da empresa Leão Leão, da área de coleta de lixo, em 2001 e 2002. "Não há dúvida de que houve tráfico de influência no ministério", afirmou ontem o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que ainda quer a convocação de Palocci, medida descartada por enquanto pela CPI dos Bingos.


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