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Conselho de Ética
Aprovado o pedido de cassação de Corrêa
O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta quarta-feira, por 11 votos contra 3, o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) que pede a cassação do presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE). Agora, o processo segue para votação no plenário da Casa.
Corrêa é acusado de receber 700.000 reais do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como o operador do mensalão. O deputado se defendeu no Conselho de Ética dizendo que o dinheiro foi usado para pagar parte dos honorários do advogado Paulo Goyaz, que defendeu o deputado Ronivon Santiago (PP-AC) em 36 processos judiciais movidos pelo PT do Acre.
O deputado Carlos Sampaio justificou seu relatório dizendo que a conduta de Corrêa "atingiu o conjunto dos parlamentares, pois o presidente do PP teria se utilizado do fato de o partido pertencer à base governista para autorizar a solicitação de recursos ao Partido dos Trabalhadores". Além disso, o relator ressaltou o fato de o dinheiro não ter sido contabilizado.
Votaram contra o parecer do relator os deputados Benedito de Lira (PP-AL), Sandes Júnior (PP-GO) e José Carlos Araújo (PL-BA). O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), membro do Conselho, disse que o caso de Corrêa sintetiza todo o escândalo do mensalão. Para ele, só o fato de os recursos não terem sido contabilizados pelo PP representa uma confissão de culpa. "O acordo é espúrio, porque não tem nenhuma motivação a não ser manter o apoio do PP à base do governo. Se o dinheiro fosse legal, porque não teria sido contabilizado?"
Corrêa é o terceiro presidente de partido da base aliada do governo que pode perder o mandato - e pode ser o segundo cassado em plenário. O primeiro foi o ex-presidente do PTB Roberto Jefferson. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, renunciou para evitar perder seus direitos políticos. Na semana passada, o Conselho aprovou os relatórios que pedem a cassação dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP).


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