15/01/2006 - 07:55
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Brasil

Após fim do mensalão, saltou número de derrotas do governo em votações de MPs

Marcio Oyama

Depois que o esquema do mensalão foi denunciado e derrubado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o número de derrotas do governo em votações de medidas provisórias na Câmara dos Deputados aumentou significativamente, de acordo com estudo feito pela liderança do PFL no Senado. O levantamento mostra que, de janeiro de 2003 a julho de 2004, o governo submeteu 92 MPs a votação na Câmara e perdeu só uma vez.

Já no segundo semestre de 2004 - época em que surgiram as denúncias do mensalão - de 23 votações, o governo perdeu em 15. As derrotas continuaram no primeiro semestre de 2005: em 19 votações, houve 8 derrotas.

Segundo a Folha de S. Paulo, no período em que o governo venceu quase todas as votações de MPs - os 18 primeiros meses de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o esquema do caixa dois montado pelo ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares funcionou a pleno vapor. Neste período, mais de 45 milhões de reais já haviam sido distribuídos aos partidos aliados, do total de 55 milhões que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão, diz ter obtido em bancos com o objetivo de financiar o esquema petista.

O dinheiro foi entregue principalmente ao longo de 2003 e no início de 2004. O último empréstimo bancário tomado por Valério - 3,5 milhões de reais do banco BMG - ocorreu no dia 14 de julho de 2004, segundo revelou a quebra do sigilo bancário das empresas do mineiro, em poder da CPI dos Correios.

Segundo o levantamento do PFL, de julho de 2004 a dezembro de 2005, o governo submeteu 62 medidas provisórias a votação na Câmara e perdeu 29 vezes, um contraste gritante com relação às 91 vitórias e uma única derrota registradas entre janeiro de 2003 e julho de 2004. A pesquisa abrangeu 154 votações de MPs desde o começo do governo Lula, em 2003.

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados