05/04/2006 - 18:52
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Brasil

Apesar de brigas, CPI dos Correios aprova relatório que afirma que mensalão existiu

Giancarlo Lepiani

A CPI dos Correios aprovou seu relatório final no início da noite desta quarta-feira. Apesar do grande tumulto que marcou a sessão - com integrantes da base aliada ao governo Lula tentando barrar a votação -, o documento foi aprovado em sua versão original, ou seja, valeu a versão que reconhece a existência do "mensalão". A oposição comemorou muito a aprovação do texto.

O relatório foi aprovado por 17 votos a 4, com amplo apoio dos opositores do governo. O texto não exatamente o que foi feito pelo relator Osmar Serraglio (PMDB-PR), mas as mudanças não afetam os principais pontos. Apenas alguns itens secundários são diferentes da versão original - como a retirada do pedido de indiciamento de três pessoas, incluindo o ex-presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb.

Os petistas, que protestaram muito durante toda a sessão, conseguiram emplacar apenas uma de suas propostas, a de votação em separado de alguns pontos do texto. O maior desejo da bancada do PT, contudo, não foi obtido - os trechos que reconhecem a existência do "mensalão" não foram alterados. Dos 32 membros da CPI só 21 votaram - os outros se negaram a declarar o voto.

Sem voz - No meio do tiroteio entre governistas e oposicionistas, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), teve de interromper a sessão várias vezes. Também precisou gritar e cortar o microfone da líder do governo, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), uma das principais opositoras do relatório. O deputado Maurício Rands (PT-PE), que tentava apresentar o relatório paralelo dos petistas, também teve seu microfone cortado pelo colega de partido.

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