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Amigo de Lula dá a 3ª versão sobre dívida
O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, deu na quinta-feira sua terceira versão diferente sobre a quitação da dívida de Luiz Inácio Lula da Silva com o PT. Amigo do presidente, Okamotto afirmou desta vez que usou os recursos da empresa de sua mulher, Dalva, para pagar os 29.400 reais. Quando prestou depoimento à CPI dos Bingos, no ano passado, ele não havia informado isso.
Na ocasião, Okamotto citou a mulher duas vezes, mas não se referiu em nenhum momento à retirada de recursos da empresa dela - versão que só apareceu na quinta, durante entrevista em seminário em Belo Horizonte. O amigo de Lula afirmou ainda que "todos já sabem" que ele usou recursos da empresa de sua mulher para quitar a dívida - apesar de a versão ter surgido apenas agora.
"A verdade é que eu paguei, e não é empréstimo", disse Okamotto. "Eu, como sou procurador dele, paguei com recursos próprios. Saquei dinheiro das minhas contas pessoais e pedi para minha mulher sacar dinheiro da empresa dela para pagar os empréstimos. Essa é a verdade." Sobre a dívida de 26.000 reais que ele quitou para a filha de Lula, Lurian, Paulo Okamotto não quis falar.
Escondido - Antes de embarcar para Belo Horizonte, Okamotto protagonizou mais um episódio no mínimo suspeito. Na mira da CPI dos Bingos, que tenta reconvocá-lo a prestar depoimento, ele escapou de receber de um escrivão da Polícia Federal a intimação para participar de acareação na comissão, na próxima semana. O escrivão registrou o caso; o relato foi lido na sessão da CPI.
O escrivão foi ao gabinete do amigo de Lula, onde foi informado de que Okamotto estava viajando. Deixou o local, mas depois teve de voltar para fazer uma correção no documento deixado por ele com as secretárias. Quando chegou ao escritório, ele viu Okamotto se dirigindo ao gabinete. Okamotto conta que houve apenas um engano: a secretária achou que ele já havia ido embora.


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