02/03/2006 - 08:42
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Caso Celso Daniel

Ameaça faz família de prefeito deixar país

Giancarlo Lepiani

Parte da família do ex-prefeito petista Celso Daniel, assassinado em 2002, deixou o país nesta semana em função de ameaças de morte ligadas à investigação do crime. De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a família diz que as ameaças começaram logo depois do depoimento dos irmãos de Celso, Bruno e João Francisco, à CPI dos Bingos.

No depoimento, realizado em 26 de outubro do ano passado, os irmãos voltaram a dizer que o crime estava relacionado a esquema de caixa dois petista na prefeitura de Santo André. Em acareação com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os irmãos também disseram que o assessor sabia do esquema e relatara a entrega de dinheiro ao partido.

Um dos depoentes, o irmão caçula de Celso, o economista Bruno Daniel, já deixou o país, junto da mulher e seus três filhos. O filho mais velho de João Francisco deverá partir nos próximos dias. Segundo a Folha, a família não quer revelar os países de destino, para manter a segurança de todos. Os parentes de Celso Daniel afirmam que não deverão voltar em curto ou médio prazo.

Seqüestro - Entre as ameaças relatadas pela família do petista assassinado estão uma carta anônima dizendo que os dois irmãos iriam morrer e um e-mail afirmando que as sobrinhas de Celso também seriam possíveis alvos. Um conhecido da família conta ter ouvido informações sobre um suposto seqüestro das jovens. A polícia abriu um inquérito e ofereceu proteção 24 horas por dia.

Ainda assim, Bruno e sua família foram embora. Cada um dos filhos dele - dois homens e uma mulher, com idades entre 18 e 26 anos - foi para um local diferente, com bolsas de estudo obtidas com a ajuda de amigos da família. Bruno já contara ter sido perseguido diversas vezes pela rua - e, para seu espanto, não por estranhos, e sim por conhecidos da família em Santo André.

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