02/02/2006 - 16:44
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Eleições 2006

Alckmin se explica: ainda é pré-candidato

Giancarlo Lepiani

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que foi "mal interpretado" a respeito da disposição em ser candidato a presidente. No dia anterior, ele expressara incerteza em relação à saída do cargo antes do prazo limite para a candidatura, em março. Na quinta, contudo, ele fez questão de afirmar que é pré-candidato e não cogitará deixar o governo.

"Houve uma interpretação equivocada", disse Alckmin. "Eu quero deixar claro que disputo a candidatura, estou trabalhando para isso e obviamente sairei no dia 30 de março", completou ele, depois de participar de evento com moradores de rua. "Se houver mais de um candidato, eu vou disputar sem nenhum problema. Se amanhã tiver dois candidatos não é demérito não ser escolhido."

A declaração que causara confusão ocorreu numa cerimônia na Assembléia Legislativa. Quando questionado por jornalistas se deixará mesmo o governo até o dia 31 de março - data limite para a desincompatibilização de quem pretende disputar a eleição deste ano -, o governador respondeu duas vezes: "Aguardem". Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, Alckmin já tem dito a interlocutores que admite a hipótese de ficar no cargo.

Nesse caso, o governador trabalharia para eleger seu sucessor e colaboraria, formalmente, na campanha do prefeito de São Paulo, José Serra. O fortalecimento do nome de Serra dentro do PSDB seria o principal motivo para a possível desistência do governador à candidatura.

'Fofoca' - Em janeiro, ao anunciar a disposição de concorrer ao pleito, Alckmin disse que renunciaria até o dia 31 de março, mesmo que não fosse o escolhido do partido para disputar a presidência. No entanto, aliados de Alckmin garantem que o tucano ainda não se decidiu sobre a candidatura. "Não há uma decisão. O que o governador gostaria é que a escolha do partido fosse rápida", disse o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), segundo a Folha. Ainda de acordo com os aliados, Alckmin tem reclamado do que chama de "plantação" de notícias, segundo as quais a opção por Serra já estaria tomada. O governador chegou a dizer ser vítima de "fofoca".

O governador também estaria contrariado com a fixação de fim de março como a data para a escolha do candidato. Ansioso, ele teme o desgaste de mais dois meses - até porque duvida que as pesquisas venham a apresentar grande alteração. Alckmin também tem se queixado da falta de uma estrutura de articuladores como a tropa arregimentada por Serra.

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