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Eleições 2006
Alckmin prega transformação na economia
Em sintonia com pesquisa Ibope divulgada nesta semana, que indica que 54% dos eleitores querem mudanças na economia, Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à Presidência, prometeu transformar essa área se derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - em entrevista na quinta-feira, o governador disse que o "tripé econômico" do governo está errado, e precisa ser corrigido.
"A política monetária é totalmente conservadora, a taxa de juros é muito alta e a política fiscal vai mal, porque se aumenta imposto, quando, pelo contrário, é preciso melhorar a qualidade do gasto público para diminuir a carga tributária", afirmou o tucano. "A política cambial também vai mal, ferindo agronegócio, pequenas empresas. Daqui a pouco, vamos exportar empregos."
Depois da entrevista, em visita a Brasília, Alckmin voltou a falar de economia, defendendo redução maior da taxa de juros e a necessidade de reforma tributária para reduzir impostos. "Há um conservadorismo exagerado", disse ele sobre os juros. No dia anterior, ele já havia dito que, apesar da própria imagem de conservador, seria uma "surpresa" para todos se derrotasse Lula.
Encontro - Durante a passagem pela capital, o candidato tucano se encontrou pela primeira vez com o presidente desde que seu nome foi confirmado para a disputa deste ano. Foi um rápido cumprimento em solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF) - Alckmin disse que Lula deu os parabéns por sua candidatura. "Essa é a civilidade. A política precisa ser feita com respeito."
De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Lula não iria ao evento, mas mudou toda a sua agenda quando soube que Alckmin estaria no STF. O tucano chegou atrasado, com a sessão já iniciada, e trocou aceno com o presidente. Na saída, foi embora sem falar com Lula. O presidente mandou um assessor chamá-lo na saída, onde dava entrevista.


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