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PSDB
Alckmin já tem até o 'slogan' de candidato
A liderança do PSDB custa a se definir em um nome para concorrer à Presidência da República, mas o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já deu demonstrações de que não vai ficar parado até essa decisão. Além de deixar claro que não desiste de concorrer a uma eventual prévia contra o prefeito de São Paulo José Serra, Alckmin tem tomado providências práticas no sentido de seu objetivo. Neste fim de semana, ele não só anunciou a data em que deixará o governo - 31 de março - como até comentou os slogans que pretende usar em sua campanha.
O governador quer transformar seu apelido "picolé de chuchu" em tema com conotação positiva: "Meu mote vai ser: "o Brasil vai crescer pra chuchu", "Nós vamos ter emprego para chuchu" e "Vai ser um governo que é um chuchuzinho'". Ele disse estar "convicto" de que será o escolhido do PSDB para disputar a Presidência e declarou que "talvez não haja necessidade de prévia" entre os tucanos. "Eu estou confiante de que devo ser o escolhido. Estou convicto disso. Médico tem olho clínico", disse Alckmin ao jornal Folha de São Paulo.
Alckmin disse ainda que não tem um "plano B", caso perca a disputa interna. Esse plano seria a disputa pelo Senado ou por uma vaga na Câmara. "Só tenho o plano A", afirmou. Em seguida, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Eu confio na mudança. Quatro anos para o PT e para o presidente Lula já foi demais".
Alckmin negou que esteja sentindo pressão do partido ou de Serra e avisou que continua buscando apoios enquanto o PSDB não define o nome do candidato. Insistiu em que só é conhecido em São Paulo e ainda assim registra 18% das intenções de votos nas pesquisas, "um piso muito alto". "Isso é raro", ressaltou. O governador afirmou não temer ser enquadrado pela cúpula tucana para desistir da candidatura: "Estou superzen. Nunca estive tão bem, tão tranqüilo. Estou tranqüilo para qualquer decisão e convicto de que a decisão do partido vai ser o Geraldo Alckmin".


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