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Alckmin almoça com caciques do PSDB. E Jereissati fala em prévias para candidato
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin teve um dia cheio na sua empreitada para se garantir como candidato do PSDB ao cargo de presidente na eleição de outubro. Pela manhã, ele esteve com o prefeito José Serra - outro forte candidato tucano ao posto de candidato presidencial - numa cerimônia conjunta entre governo e prefeitura mas não falaram em eleição. Depois, recebeu apoio dos 22 deputados estaduais tucanos no Palácio dos Bandeirantes e em seguida almoçou com os caciques do partido, o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique e o governador de Minas, Aécio Neves. Logo depois do almoço, Jereissati disse que a possibilidade de prévias era real desde que não ocorra entendimento para candidatura de consenso, entre Alckmin e Serra.
"O problema é que temos dois grandes candidatos, dois grandes líderes que estão à altura de presidir o Brasil", disse Jereissati, acrescentando que ambos têm admiração pelo outro e que o consenso no partido só surgirá se um deles abrir mão da candidatura. "Não é hora de projetos pessoais. Temos de levar em consideração as circunstâncias partidárias", disse o presidente tucano.
Mas a investida de Alckmin não terminaria com o almoço nesta terça. À noite foi para Brasília, para jantar com a bancada tucana na Câmara, ou pelo menos parte dela, na casa do deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO). Alckmin vai agradecer a posição favorável à sua candidatura, manifestada pela maioria da bancada em pesquisa em que teve 27 votos contra 17 de Serra, entre os deputados do PSDB. No final de semana, já deu data para se desencompatibilizar e até já falou em slogan para sua campanha. O governador não dá sinais de que vá abrir mão da candidatura e por isso luta opor uma consulta às bases do partido, onde acredita que tem margem boa para vencer Serra numa indicação..
Sem pedido -
Jereissati garantiu que durante o almoço nenhum dos integrantes do triunvirato pediu ao governador que abandonasse a pré-candidatura. "Nenhum pedido. Não houve qualquer pedido, a ninguém, para que abra mão de nada." Ele ainda ponderou que as chances de indicação de ambos são iguais, mas que acredita na indicação de apenas um deles. "Para mim, será um fracasso pessoal muito grande se não atingirmos esse entendimento", disse Jereissati.A data limite para a definição do nome anunciada pelo senador é o final da primeira quinzena de março. "Cada conversa é um passo, e o entendimento passa por uma série de conversas, que está acontecendo agora e que continuará no futuro." E sobre o fato de Serra não ter anunciado seu desejo de concorrer à indicação do partido, o senador cearense afirmou que o prefeito de São Paulo enfrenta problemas circunstanciais. "Serra é um homem público e enfrenta um dilema, porque sua administração é aplaudida."
Segundo o presidente do partido, o apoio do diretório paulista a Alckmin será um dos fatores a serem considerados na escolha do partido. Outros, segundo ele, serão o posicionamento dos candidatos nas pesquisas de intenção de votos, o apoio de outras direções do partido e também o histórico político de cada um dos pré-candidatos.


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