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Alckmin acerta data para deixar o governo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), já marcou data para deixar o comando do Estado: será no dia 31 de março, uma sexta-feira, após a inauguração da extensão da linha 2 do metrô paulistano, uma de suas bandeiras para a eventual campanha. Alckmin não quer correr riscos: sua exoneração e de seus auxiliares deverá ser encaminhada na quinta-feira, dia 30, para evitar riscos de a publicação não constar do "Diário Oficial" até a data-limite definida pela Justiça Eleitoral para a desincompatibilização de pré-candidatos com cargo no Executivo, 1º de abril, um sábado. Após essa publicação, quem assumirá o comando do Estado será o pefelista Cláudio Lembo.
Antes de sair do cargo, Alckmin deverá promover uma homenagem ao governador Mario Covas no dia 6 do mês que vem, quando a morte do tucano completará cinco anos. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, deste domingo, durante o evento a equipe do governador deve aproveitar para enfatizado o tempo que ele permaneceu à frente do Estado, em contraponto com o pouco mais de um ano de José Serra na Prefeitura de São Paulo.
Enquanto Alckmin investe todas as fichas para sair candidato, José Serra teria recebido um prazo dos caciques tucanos para decidir-se. Ainda de acordo com a Folha, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas, Aécio Neves, teriam dito a Serra que aguardam uma resposta definitiva dele até a Quarta-Feira de Cinzas, dia 1º de março.
Serra queria esticar o seu cronograma de decisão até o final da primeira quinzena de março. No jantar de quinta-feira passada, porém, FHC, Tasso e Aécio teriam dito que ele deveria sair do Carnaval candidato ou liberar a vaga para Alckmin. Afirmaram que é preciso uma definição mais rápida para a oposição fazer contraponto imediato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria sozinho em campanha enquanto o PSDB vive luta fratricida.
O prefeito teria aceito o novo cronograma, mas teria dito a interlocutores que vive "dias angustiantes", pois tem a dimensão do risco que será deixar a maior capital do país e eventualmente ser derrotado. No jantar, o trio tucano disse a Serra que ele não poderá recuar se aceitar ser candidato, "nem que apareça pesquisa com Lula 20 pontos à frente dele" -um exemplo literal dado no encontro.


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