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Vampiros
Ações em mais 8 órgãos públicos
A máfia dos "vampiros", grupo acusado pelo Ministério Público (MP) de fraudar licitações para a compra de medicamentos no Ministério da Saúde, teria tentado promover negócios ilegais em pelo menos outros oito órgãos públicos. Segundo a Polícia Federal (PF), há indícios de tráfico de influência na Petrobras, na BR Distribuidora, na Infraero, nos ministérios das Comunicações e da Previdência, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), no fundo de pensão Nucleos (Eletrobrás) e também na Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, os comandantes das operações seriam os lobistas Frederico Coelho Neto - irmão do deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP) -, Laerte Correa Júnior e Eduardo Pedrosa. Gravações telefônicas realizadas pela PF entre janeiro e março de 2004 revelam que os três tinham acesso à agenda de executivos e técnicos instalados em órgãos públicos e estatais. Os contatos seriam o meio de fechar negócios com a iniciativa privada.
Questionado, Coelho Neto nega as acusações de que cobraria comissão sobre negócios fraudulentos e refuta ter praticado tráfico de influência. O lobista confirma, contudo, ter agendado reuniões na BR Distribuidora para tentar vender a tecnologia de um chip, que instalado nas bombas de gasolina, registra o quanto cada veículo consome.


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