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Biografia
Nas últimas três décadas, a cidade de Belém do Pará exportou artistas de duas vertentes musicais. A primeira foi a das cantoras de MPB tradicional, representada por artistas como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro, que despontaram nas décadas de 70 e 80. Em seguida, foi a vez da música regional, representada pelo carimbó do cantor e compositor Pinduca – também nos anos 70 – e mais recentemente o brega paraense do duo Calypso. Mas Belém tem ainda uma forte cena de rock pesado. Um dos orgulhos da cidade foi ter gerado o Stress, uma das primeiras bandas de heavy metal do Brasil. O Madame Saatan, convidado desta semana do VEJA Música, também segue a cartilha do metal, ainda que não chegue aos extremos do Stress. Sammliz (voz), Ed Guerreiro (guitarras), Ícaro Suzuki (baixo) e Ivan Vanzar (bateria), embora influenciados por heavy metal, adicionam à sua música outros gêneros musicais, como ritmos folclóricos do Pará e samba. Além disso, as letras do quarteto passam longe do misticismo e da mitologia característicos do metal. Elas abordam temas sociais – que ficam evidentes nos clipes de Devorados, gravado numa favela de Belém, e Vela, registrado no Círio de Nazaré, uma das mais importantes festas religiosas do país. No programa dessa semana, o Madame Saatan surge em versão acústica, mas sem perder o peso característico de suas apresentações. Os destaques, além de duas composições próprias, sãos as releituras de Mistério do Planeta, dos Novos Baianos, e Baião de Lacan, do compositor carioca Guinga.
expediente
Expediente
Apresentação: Sérgio Martins Cinegrafistas: Leonardo, Fernanda Faya Assistente: Durval Alves, Leonardo Magri Operador de áudio: Gilberto Felix Iluminação: Marcos Felix Edição de imagens:Pedro Mendes Mixagem de áudio: Miguel Lopez Produção executiva: Raquel Hoshino Produção: Érica Pontes Direção: Miryam Rahme Direção geral: Raquel Hoshino Gravado no estúdio YB