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Yulia Timoshenko é transferida à prisão onde completará sua pena

Kiev, 30 dez (EFE).- A ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder, foi transferida nesta sexta-feira da prisão preventiva para a penitenciária onde deverá completar sua pena, informou a instituição responsável pelas penitenciárias da Ucrânia.

Uma equipe médica examinou a ex-chefe de Governo para atestar se ela poderia ser transferida para a penitenciária da região de Kharkov, na parte oriental do país na fronteira com a Rússia, segundo nota remetida à imprensa.

Embora as autoridades não tenham confirmado para qual presídio ela foi transferida, a rede de televisão local ‘Canal 5’ garantiu que a política da oposição costuma ser levar seus desafetos para a Penitenciária de Nº 54 na cidade de Kharkov.

‘Para a transferência de Timoshenko foi usado um microônibus com todo conforto (banheiro biológico, lavabo e dois sofás). Além disso, toda sua bagagem (12 malas) foi levada. Para isso foi utilizado um automóvel’, assinalou o comunicado do organismo das penitenciárias da Ucrânia.

Batkivschina, o partido opositor liderado pela ex-primeira-ministra, manifestou que Timoshenko foi transferida em uma cadeira de rodas, informação desmentida pelas autoridades penitenciárias do país.

‘Trata-se de uma informação que não corresponde à realidade, que descreve circunstâncias inexistentes a fim de despertar compaixão infundada sobre seu estado de saúde’, ressaltou a instituição.

A Penitenciária de Nº 54 de Kharkov é uma casa de detenção modelo, anos luz dos típicos campos de trabalho de estilo soviético que abundam na Ucrânia e em outras antigas repúblicas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, informou nesta sexta-feira o jornal ucraniano ‘Ukraina Moloda’.

Essa unidade faz parte de um sistema penitenciário da Ucrânia que se baseia na reabilitação por meio do trabalho, essa em especial possui uma fábrica têxtil. A maior parte dos reclusos, no entanto, vive em barracões de madeiras.

Há precisamente uma semana, o Tribunal de Apelações de Kiev rejeitou o recurso da ex-chefe de Governo contra a condenação imposta a ela por exceder-se em suas atribuições e autorizar em 2009 a assinatura de acordos de gás com a Rússia, considerados onerosos para o país pelas atuais autoridades.

Timoshenko também foi condenada a três anos sem exercer cargo público e deverá pagar ao Estado o equivalente a US$ 200 milhões como compensação. EFE