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Venezuela: Gustavo Dudamel condena violência de Maduro

Tradicional apoiador do chavismo, maestro critica o presidente venezuelano após morte de jovem músico pela repressão

Um dos mais conceituados maestros do mundo, Gustavo Dudamel condenou, nesta quinta-feira, a atuação de Nicolás Maduro. O venezuelano diretor da Orquestra Filarmônica de Los Angeles divulgou um comunicado no qual, pela primeira vez, deixa de lado seu apoio ao chavismo e se posiciona duramente contra a violência do governo de Maduro. “Minha vida inteira foi dedicada à música e arte como forma de transformação das sociedades. Eu levanto a minha voz contra a violência e repressão. Nada pode justificar o derramamento de sangue”, escreveu.

Gustavo Dudamel é um fenômeno da música clássica. Ele assumiu a Orquestra Simon Bolivar, da qual é o principal regente, aos 19 anos e, aos 29, a filarmônica de Los Angeles. O maestro é também figura-chave e garoto propaganda do El Sistema, o bem-sucedido programa venezuelano de inclusão social pela música, que depende do apoio do governo.

O estopim para a declaração de Dudamel foi a morte, na quarta-feira, do jovem Armando Cañizales, de 17 anos, em um confronto com Guarda Nacional Bolivariana, em Caracas. Cañizales, um músico integrante do El Sistema, protestava contra a decisão do presidente da Venezuela de convocar uma Assembleia Constituinte.

Sem incluir participação do Legislativo, a manobra é vista como estratégia de Maduro para evitar eleições livres e permanecer no poder. Em pouco mais de um mês de protestos, desde que o Tribunal Supremo de Justiça determinou e fim da imunidade parlamentar e assumiu, brevemente, as funções da Assembleia Legislativa do país,  32 opositores do governo foram mortos pela repressão.

 

Posted by Gustavo Dudamel on Thursday, May 4, 2017

A nota, publicada no Facebook de Dudamel, diz: “Devemos aos nossos jovens um mundo esperançoso, um país onde você pode andar livremente em dissidência, respeito, tolerância, diálogo e onde os sonhos têm espaço para construir a Venezuela que todos nós queremos”.

“Chega de ignorar o justo clamor de um povo sufocado por uma crise intolerável. Os venezuelanos estão desesperados por seu direito inalienável de bem-estar e para satisfazer as suas necessidades mais básicas” escreve.

Dudamel afirma que a democracia não pode ser construída para atender a um governo e apela a Maduro que “ouça a voz do povo venezuelano”. O regente encerra a nota com um chamamento. “É hora de ouvir as pessoas: basta.”

Dudamel ao lado do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chavez (Juan Barreto/AFP/AFP)

Comentários

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  1. Jorge Luís dos Santos

    Puxa-saco. Oportunista. Marionete. Micróbio!

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  2. Roberto Machado de Assis

    Artistas, intelectuais e universitarios , sempre apoiaram o chavismo, e agora estão provando o veneno.

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  3. Típico esquerdista de luxo, acabou o dinheiro, acabou o apoio.

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  4. José Carlos Lopes de Oliveira

    Esse oportunista de quinta categoria sempre ajudou, prestigiou, e divulgou esse regime ditatorial venezuelano. Se ele pensa que se travestir de Madalena-arrependida vai mudar alguma coisa para ele está muito enganado. Esse parasita de ditadores foi, é, e sempre será lembrado como mais um dos que ajudaram o regime a massacrar os nossos irmão venezuelanos.

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