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Vazam dados de submarino francês comprado pelo Brasil

A Marinha do Brasil ressalta que 'os S-Br foram projetados atendendo especificações e há diferenças entre os submarinos nacionais e os outros'

Segredos técnicos e informações sigilosas contidas em 24.500 páginas do projeto original dos submarinos de ataque Scorpène, de tecnologia francesa — quatro dos quais estão sendo construídos no Brasil pela Odebrecht Defesa e Tecnologia para reequipar a Marinha — correm risco. Detalhes dos planos foram revelados há pouco mais de uma semana na Austrália, depois de o governo local ter anunciado a escolha do mesmo submarino para renovar sua força naval. A operação envolve 12 embarcações, ao custo de 38,5 bilhões de reais.

O vazamento é acompanhado no Brasil pelo Ministério da Defesa. Uma versão avançada do Scorpène foi comprada pela Marinha. A encomenda das quatro unidades, mais ampla transferência de tecnologia, está sendo cumprida no novo estaleiro de Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro. O primeiro submarino, o S-BR/1, entra em operação em 2020. O contrato, que inclui o casco de um quinto modelo de propulsão nuclear, o estaleiro e uma nova base operacional, é o maior investimento do país na área militar — 6.790.862142, de dólares cerca de 22 bilhões de reais, com financiamento internacional de 20 anos.

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O jornal The Australian, que fez a revelação, teve acesso aos documentos referentes a uma encomenda feita pela Índia aos estaleiros DCNS, da França, abrangendo até nove Scorpène.

Modelos — “Podemos definir o Scorpène como um submarino nuclear convertido para usar motores diesel-elétricos e, assim, tornar-se atraente para um mercado muito denso”, explicou um engenheiro francês ligado ao projeto. O especialista considera que o conhecimento privilegiado divulgado na Austrália “pouco compromete a segurança das marinhas que adotaram o produto, uma vez que todas elas incorporaram peculiaridades próprias para individualizar seus programas.”

A Marinha do Brasil, em nota assinada pelo contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, ressalta que, embora sejam “originalmente da classe Scorpène, os submarinos em construção não possuem automaticamente as mesmas características dos submarinos desta classe em testes, construção e até já em operação por Marinhas de outros países”. De acordo com o almirante, “os S-Br foram projetados atendendo especificações estabelecidas pela Marinha, o que indica haver diferenças entre os submarinos nacionais e os outros”.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Sergio Ricardo Pavlov

    Certamente entre as especificações estabelecidas pela Marinha do Brasil estão metas que tornem o submarino mais versátil, com a colocação de amplas janelas de vidro para os novos salões de festas. além de itens de segurança, como por exemplo, capsulas de segurança para levar pessoas no caso do submarino, estando ancorado em alguma base militar da Marinha do Brasil, resolva cometer “suicídio” e afundar, sem que para isso nenhum militar da força tenha contribuido, como foi o ocorrido com outro submarino, que, do nada, afundou, e estava estacionado ali na Praça XV…

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  2. Paulo Ricardo Herrmann

    Como e a Australia compra 12 por 38 bilhos e nos 4 mais um casco por 22 bilhoes , isto e enquanto a Autralia paga 3,1 Bi por unidade nos vamos pagar 4,4 Bi e tenho certeza que os Juros para nos e maior, que fica com a Diferenca no PT.

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  3. Cláudio Moura

    Mais um que vão afundar parado no porto. Aliás, o termo “vazam” é bem sugestivo.

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  4. A nova área que o PT viu que dava para rolar uma graninha extra, equipamentos militares. E quanto saiu a conta mesmo da base na Antárdida?

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