Trump condena ‘ódio’ após protestos violentos na Virgínia

Confrontos começaram com ato de supremacistas brancos de Charlottesville contra retirada de estátua de general da Guerra Civil; cidade está sob emergência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou neste sábado a violência que entrou em erupção entre nacionalistas brancos e contra-manifestantes em Charlottesville, Virgínia. “Nós devemos TODOS estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio”, escreveu em mensagem no Twitter. “Não há lugar para esse tipo de violência na América”, disse.

O governador da Virgínia (EUA), o democrata Terry McAuliffe, declarou neste sábado estado de emergência para “ajudar na resposta do poder público” à onda de violência iniciada na noite de sexta-feira por causa de uma manifestação de supremacistas brancos e outros militantes nacionalistas de direita contra a retirada de uma estátua do general Robert E. Lee, líder dos confederados na Guerra Civil americana.

Na noite de sexta-feira, na Universidade da Virginia, manifestantes racistas, carregando tochas, gritavam slogans como “os judeus não irão tomar nosso lugar” e “vidas brancas importam” – esta última uma referência ao movimento negro Black Lives Matter, contra a violência policial. A manifestação gerou confrontos com estudantes durante a madrugada. Alguns militantes carregavam símbolos nazistas e ofendiam negros, judeus e gays.

Na manhã deste sábado, mesmo após o governo local declarar ilegal o protesto, os supremacistas brancos decidiram realizar uma marcha chamada “Unite Right” (“Unir a direita”), o que ampliou ainda mais os confrontos com grupos rivais, agora com paus, barras de ferro, socos e pontapés. Brigas se espalharam pelas ruas de Charlottesville. Há feridos, mas nenhum número oficial foi divulgado ainda.

O prefeito de Charlottesville, Mike Signer, divulgou uma nota na qual chama a marcha dos supremacistas de um “desfile covarde de ódio, fanatismo, racismo e intolerância”, que marcham pelos gramados do arquiteto da nossa Declaração de Direitos”, em referência a Thomas Jefferson, um dos “pais” dos Estados Unidos, que nasceu na cidade.

Jason Kessler, organizador da marcha, destacou em comunicado que o movimento quer apenas defender a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e apoiar os “grandes homens brancos que estão sendo difamados, caluniados e derrubados nos EUA”.

(Com Agências)