Terrorista que causou explosão em Nova York odiava os EUA

Sua primeira mulher ainda informou que não via Rahami há cerca de dois anos e que, durante a época do colégio, ele era uma "pessoa normal"

O afegão naturalizado americano Ahmad Khan Rahami, preso nesta segunda-feira por causar uma explosão em Nova York, odiava os Estados Unidos e as pessoas homossexuais, revelou sua ex-mulher em entrevista à emissora Fox News exibida nesta terça. Identificada apenas como “Maria”, a mulher contou que conheceu Rahami na escola e que, após uma viagem ao Afeganistão, ele voltou diferente como se tivesse passado por uma “lavagem cerebral”.

“Ele falava muito mal dos EUA e da cultura ocidental. Dizia que em seu país era diferente e não havia homossexuais no Afeganistão”, contou Maria à emissora. Depois de uma de suas passagens por país natal, Rahami casou com uma afegã e teve um filho. Segundo a mídia americana, ele chegou a pedir o visto para a sua mulher e filho, mas não há a informação se ele conseguiu efetuar o pedido.

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Sua primeira mulher ainda informou que não via Rahami há cerca de dois anos e que, durante a época do colégio, ele era uma “pessoa normal”, classificando-o como o “palhaço” da turma. “Nunca achei que ele poderia fazer algo assim”, disse a jovem. Já na presença de autoridades, Rahami não quis colaborar nos depoimentos e foi formalmente acusado de tentativa de homicídio com o agravante de ato terrorista.

Agora, os policiais tentam estabelecer se há ligação entre a bomba que explodiu em Nova York no último sábado, deixando 29 feridos, e a bolsa com explosivos encontrados em Elizabeth, em Nova Jersey, nesta segunda-feira.

(Com ANSA)