Tailândia: McDonald’s pede que oposição não use seu símbolo

Rede americana de fast-food disse que tomará as "medidas apropriadas" se o famoso 'M' continuar estampando cartazes de manifestantes

A rede americana de fast-food McDonald’s não gostou de ter sua marca associada aos protestos de oposição contra o golpe militar na Tailândia, liderado pelo general Prayuth Chan-ocha. Um dos restaurantes da rede em Bangcoc, localizado em um dos pontos centrais da capital, acabou se tornando ponto de encontro de ativistas antes das passeatas contra a tomada do poder pelo Exército. A partir daí, alguns manifestantes passaram a usar os famosos arcos dourados que compõem o logotipo da empresa em cartazes pedindo democracia – com a marca substituindo a letra ‘M’.

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Frente às ameaças de repressão aos protestos feitas pelo Exército, a empresa McThai, que opera os restaurantes McDonald’s na Tailândia, disse que mantém uma “posição neutra” em meio à turbulência política do país. A companhia ressaltou, no entanto, que poderá tomar as “medidas apropriadas” se os manifestantes continuarem a se apropriar de seu símbolo.

Nesta sexta-feira, o chefe da junta militar que assumiu o controle no país disse que não haverá eleições antes de um ano, período que considera necessário para realizar reformas. Prayuth repetiu ainda as advertências contra manifestações, dizendo que esses movimentos atrasariam o processo para trazer de volta a paz e a felicidade para o povo tailandês.

Crise na Crimeia – Não foi apenas na Tailândia que a rede americana se viu envolvida em uma delicada crise política. Em abril deste ano, a franquia anunciou que interromperia os serviços em três cidades da península da Crimeia, que foi anexada ao território russo em meio à crise que levou à destituição do presidente Viktor Yanukovich. Oficialmente, a empresa negou relação com as sanções aprovadas por Estados Unidos e União Europeia contra a Rússia e justificou a decisão dizendo que enfrentava problemas de produção na região.

(Com Estadão Conteúdo)