Socialista alemão é novo presidente do Parlamento Europeu

Schulz defende o euro e o método comunitário como única saída perante a crise

O alemão Martin Schulz, de 56 anos, é a partir desta terça-feira o novo presidente do Parlamento Europeu. Livreiro de profissão, ele chegou à política em seu país em 1991 e lidera os eurodeputados socialistas desde 2004. A vitória de Schulz já era esperada, pois o Partido Popular Europeu (PPE) e os social-democratas (S&D) fizeram em 2009 um pacto legislativo para dividir a Presidência no período de cinco anos.

Dessa forma, Schulz conseguiu maioria absoluta para se proclamar pelos próximos dois anos e meio presidente do Parlamento Europeu no primeiro turno, com 387 votos válidos emitidos e em substituição ao conservador polonês Jerzy Buzek. Schul começou sua vida política em 1991 em um conselho local na Alemanha, e ali o seu cargo político de maior destaque foi o de prefeito da cidade de Wurselen, na região da Renânia do Norte – Vestfália.

Ele é membro da Eurocâmara desde 1994 e presidente das bancadas socialistas europeias desde 2004, cargo no qual substituiu ao parlamentar do PSOE Enrique Barón Crespo. Schulz é conhecido por seu estilo direto e veemente nos debates em plenário. Obstinado defensor do euro e do método comunitário como única saída perante a crise, foi um dos líderes da luta contra a dupla sede do Parlamento Europeu em Bruxelas e Estrasburgo, por seu elevado custo.

Em 2003 protagonizou uma polêmica com o então primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por criticar sua política. Na ocasião, Berlusconi contestou: “Conheço um produtor que está fazendo um filme sobre os campos de concentração nazistas. Recomendarei o senhor como perfeito supervisor de campo de extermínio”.

Embora mais tarde Berlusconi tenha tentado minimizar o assunto, os insultos a Schulz provocaram um conflito diplomático entre Roma e Berlim. Com Schulz, a Alemanha deu ao Parlamento Europeu quatro presidentes. Em seguida estão a Espanha e a França (com três cada um) e Grã-Bretanha, Irlanda, Holanda e Polônia (um cada).

(Com agência EFE)