Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Sobrinho do papa é ameaçado de morte na Argentina: “Vou te decapitar”

Walter Sívori, de 45 anos, trabalha como sacerdote na cidade de La Plata. O agressor também teria expressado o desejo de assassinar Francisco

Um sobrinho do papa Francisco vem recebendo seguidas ameaças de morte por telefone. Walter Sívori, de 45 anos, é sacerdote em uma paróquia na cidade argentina de La Plata, próxima a Buenos Aires. “Vou te decapitar. Se não for você, será o seu tio”, disse o agressor em um dos telefonemas. Segundo o jornal La Nación, as autoridades argentinas concordaram nesta semana em garantir proteção policial a Sívori.

Leia também:

Vaticano reconhece a Palestina como Estado

Raúl Castro visita papa e promete voltar à Igreja Católica

Inicialmente, Sívori não se importou com as ameaças, tratando-as apenas como trotes. Com o aumento da frequência das ligações, porém, o religioso procurou as autoridades. Além de deslocar um contingente para proteger o sacerdote, a polícia tem analisado as comunicações telefônicas e imagens das câmeras de segurança para determinar se houve algum movimento anormal nas imediações da paróquia.

Sívori telefonou para o papa Francisco para informá-lo sobre as ameaças de morte que recebeu. O pontífice tranquilizou o sobrinho e pediu para que ele não levasse as ligações a sério. De acordo com Sívori, Francisco disse que está “acostumado a receber ameaças” e ressaltou que fez “coisas na Igreja que podem incomodar mais de uma pessoa”.

Leia mais:

Papa ordena abertura de arquivos do Vaticano sobre ditadura argentina

Italiano desliga telefone duas vezes na cara do papa por achar que era trote

Histórico de ameaças – A imprensa italiana reportou, em novembro de 2013, que a máfia poderia tramar o assassinato do pontífice por estar descontente com as iniciativas para combater a corrupção dentro e fora da Cidade do Vaticano. Em agosto do ano passado, a mídia internacional levantou a possibilidade de o papa figurar entre os alvos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Os jihadistas considerariam Francisco um “portador de falsas verdades”.

(Da redação)