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Síria: observadores são incapazes de reduzir repressão

O enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, deve viajar em breve ao país

O chefe da missão de observadores da ONU desdobrados na Síria, o general sueco Robert Mood, disse nesta sexta-feira que sua presença no país não garante a redução da violência e que só o diálogo pode solucionar a crise no país. Em entrevista coletiva em Damasco, Mood destacou que os observadores não podem conseguir sozinhos reduzir a repressão, a menos que se desenvolva um diálogo entre todas as partes sírias em conflito dentro e fora do país.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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O chefe da missão destacou que, atualmente, estão desdobrados na Síria 260 observadores procedentes de 60 países e mostrou sua esperança de que esse número aumente no final deste mês para 300, como foi estabelecido no Conselho de Segurança da ONU. Apesar das dificuldades que estão encontrando no terreno, inclusive com vários ataques aos seus veículos, Mood expressou sua satisfação pelo “rápido” desdobramento dos observadores e pelo bom recebimento que estão tendo por parte das autoridades sírias e grupos opositores.

Plano de paz – Os observadores internacionais se encontram na Síria para supervisionar o cumprimento do plano de paz do enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan. A iniciativa estipula o fim da violência, a retirada dos tanques das cidades, a libertação dos detidos de forma arbitrária e o início de um diálogo entre o governo e a oposição, entre outros pontos. O porta-voz de Annan, Ahmed Fawzi, anunciou nesta sexta em Genebra que o mediador viajará em breve à Síria, embora ainda não haja uma data fixa.

Algumas fontes apontaram nas últimas horas que a visita poderia acontecer nesta própria sexta-feira, mas Fawzi indicou que a ONU não anuncia visitas a locais perigosos por questões de segurança, nem informa sobre planos de viagem de seu pessoal. “O escritório de Annan está em contato constante com o governo sírio em diversos níveis, tanto através da Missão da ONU para a Síria (UNSMIS), como através de nossa equipe em Genebra”, explicou Fawzi, que indicou que também é possível que o diplomata ganês viaje a outros países da região.

(Com agência EFE)