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Síria: 34 mortos e dezenas de feridos sem atendimento médico em Homs (militantes)

Trinta e quatro pessoas, incluindo quatro manifestantes, foram mortas nesta sexta-feira na Síria, enquanto bombardeios eram mantidos, principalmente na cidade de Homs, onde dezenas de feridos são impedidos de receber cuidados médicos devido à ausência de funcionários especializados, segundo uma ONG síria.

Na região de Deraa, berço da onda de contestação no sul do país, oito civis morreram na explosão de um foguete diante de uma mesquita na cidade de Bosra al-Cham, e um civil perdeu a vida atingido por disparos das forças de segurança na localidade de Namer.

Como em todas as sextas-feiras desde o início da onda de contestação há 15 meses, os militantes anti-governo convocaram manifestações massivas, desta vez com o lema “Sempre preparados para a forte mobilização”, para mostrar que a revolta não perderá força.

Quatro manifestantes foram mortos na cidade de Aleppo (norte), segunda maior da Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que indicou vários feridos durante as manifestações na região de Aleppo.

Ainda na região de Aleppo, um civil foi morto durante violentos combates na periferia de Andane entre rebeldes e as forças regulares que tentam tomar a cidade.

Dezenas de manifestações também foram realizadas nas regiões de Deir Ezzor (leste) e de Damasco, segundo o OSDH e militantes.

Em Damasco e em suas imediações, cinco civis morreram, incluindo um morto por um franco-atirador no bairro de Harasta, segundo o OSDH, e um artefato explodiu no bairro de Midane, em Damasco.

Na província de Homs (centro), seis civis foram mortos em bombardeios do Exército, incluindo uma menina em Ghajar, e outras quatro pessoas perderam a vida na cidade de Homs.

O OSDH lançou um apelo à Cruz Vermelha e ao Crescente Vermelho para que enviem equipes médicas de emergência para a cidade de Homs “para cuidar e evacuar dezenas de feridos, incluindo alguns em estado grave, que foram atingidos nos bombardeios contínuos à cidade, sobretudo no bairro de Khaldiyé”.

Além da falta de pessoal médico na cidade, o OSDH fala também da falta de água e de energia elétrica nos bairros cercados e bombardeados.

Mais ao norte, na província de Idleb, próximo à fronteira turca, dois civis foram mortos, um na queda de um foguete sobre a sua casa e outro na explosão de seu carro, ainda de acordo com a ONG.

E em Al-Hafa, na província litorânea de Latakia, retomada na quarta-feira pelas forças do governo após uma semana de bombardeios, dois civis foram mortos.

Em outro episódio de violência, seis soldados do Exército foram mortos em confrontos com rebeldes nas províncias de Aleppo e Homs.

Os Comitês Locais de Coordenação, (LCC) que organizam a mobilização no terreno, divulgaram vídeos mostrando manifestações hostis à Rússia, maior aliada do governo de Bashar al-Assad.

“Morte à Rússia”, estava escrito em uma faixa exibida pelos manifestantes em Idleb (noroeste) que gritavam palavras de ordem contra o governo.

Centenas de manifestantes protestaram na cidade de Hama (centro), denunciando o apoio de Moscou ao governo de Damasco.

Na quinta-feira, pelo menos 84 pessoas — 48 civis (incluindo alguns combatentes), 22 soldados e 14 desertores — foram mortos em episódios de violência em todo o país, segundo o OSDH.