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Seul e Washington consideram estável transição na Coreia do Norte

Seul, 30 dez (EFE).- Os ministros de Defesa da Coreia do Sul e dos Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira em uma conversa por telefone que a transição do poder na Coreia do Norte de Kim Jong-il para seu filho mais novo Kim Jong-un se mantém estável até o momento.

Kim Kwan-jin e Leon Panetta abordaram no telefonema os principais assuntos da nova conjuntura política na Península da Coreia, informou a agência de notícias ‘Yonhap’, citando fontes do Ministério da Defesa sul-coreano.

Os titulares de Defesa sul-coreano dos dois países concordaram em manter elevado o nível de vigilância que mantêm sobre o país comunista.

Após o anúncio da morte de Kim Jong-il em 19 dezembro, a Coreia do Sul e os Estados Unidos intensificaram seus níveis defensivos de alerta para acompanhar de perto a evolução interna no fechado regime governado pela dinastia Kim.

Os ministros da Defesa de Seul e Washington destacaram, além disso, que é importante manter a paz e a estabilidade na Península de Coreia com base em uma sólida aliança entre as nações.

Também debateram as formas em que Seul e Washington coordenarão suas políticas face à nova etapa que se abriu com a sucessão de Kim Jong-un na Coreia do Norte, segundo ‘Yonhap’.

A conversa desta sexta-feira entre Kim Kwan-jin e Leon Panetta é a segunda que essas autoridades mantêm desde que a imprensa estatal de Pyongyang informou sobre a morte do líder máximo norte-coreano Kim Jong-il.

O ditador norte-coreano, que governou o país comunista durante 17 anos, morreu em 17 de dezembro aos 69 anos de infarto do miocárdio, segundo a versão oficial.

O Tratado de Defesa Mútua assinado por Seul e Washington ao fim da Guerra da Coreia em 1953 estabelece um sistema de defesa combinado e compromete os EUA a defender seu aliado, a Coreia do Sul, diante de eventuais ameaças da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul estão tecnicamente em guerra depois que o conflito entre as duas entre 1950 e 1953 terminasse em armistício ao invés de um tratado de paz. EFE