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Senado americano aprova reforma nas leis de imigração

Projeto que pretende regularizar a situação de 11 milhões de imigrantes ilegais será encaminhado à Câmara dos Deputados, de maioria republicana

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira o projeto que prevê uma profunda reforma nas leis de imigração do país. Por 68 votos a 32, os senadores deram o aval ao plano que concederá a cidadania americana a 11 milhões de imigrantes ilegais e reforçará a segurança na fronteira com o México. A proposta será encaminhada à Câmara dos Deputados, onde poderá enfrentar resistência da maioria republicana.

Depois da aprovação, o presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos ficaram mais perto de “consertar o problemático sistema de imigratório” do país. “Hoje, o Senado fez o seu trabalho. Agora cabe à Câmara fazer o mesmo”, afirmou, em comunicado. A reforma imigratória foi apresentada como prioridade do segundo mandato de Obama, que garantiu a reeleição no ano passado contando com os muitos votos de eleitores latinos. O resultado da eleição também levou os republicanos a tomarem como prioridade o assunto. No entanto, opositores consideram que a reforma oferecerá uma anistia sem reforçar as medidas para impedir a entrada de mais imigrantes ilegais no país.

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A votação desta quinta-feira ocorreu depois da aprovação de um plano que destina recursos para aumentar o número de policiais na fronteira sul e viabilizar a construção de mais cercas, além de financiar a compra de drones e radares para detectar a entrada de imigrantes ilegais em território americano. O reforço na segurança era essencial para que senadores republicanos aceitassem a proposta de reforma, que tem quase 1.200 páginas. A espinha dorsal do texto foi acordada por um grupo bipartidário, formado por quatro democratas e quatro republicanos, que ficou conhecido como ‘Gangue dos Oito’.

Depois de um período de recesso devido ao Dia da Independência, comemorado nos Estados Unidos em 4 de julho, o projeto deverá começar a ser discutido pelos deputados no dia 10 do mês que vem. Diante dos muitos pontos da proposta que podem levantar divergências, há a possibilidade de a análise se estender até o ano que vem.