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Revista do EI elogia facilidade para comprar armas nos EUA

Rumiyah, publicação internacional do Estado Islâmico, afirma que o país tem leis que facilitam a compra de armamentos por jihadistas

Em edição publicada nessa quinta-feira, a revista Rumiyah, um dos meios de propaganda grupo terrorista Estado Islâmico (EI), incentiva jihadistas a se aproveitarem das leis permissivas dos Estados Unidos para a compra de armas. Na versão em inglês da publicação, voltada para apoiadores estrangeiros, o EI sugere que terroristas procurem especialmente feiras de armamentos e vendas na internet.

“A compra de armas de fogo pode ser muito simples, dependendo da localização geográfica de alguém”, aponta um artigo de táticas de terrorismo na Rumiyah. “Em grande parte dos casos americanos, qualquer coisa desde uma espingarda de tiro único até um rifle semiautomático pode ser adquirida em exposições ou por vendas online – através de revendedores privados – sem checagem de antecedentes”, descreve a publicação.

Apesar de “elogiar” a facilidade das leis americanas, a revista insiste que também é possível que jihadistas comprem armas na Europa, através de traficantes, por causa da “proximidade com zonas de conflito, como Ucrânia, Rússia e Turquia, e da inabilidade de controlar suas fronteiras porosas”.

Em entrevista ao jornal The New York Times, em agosto, um ex-membro alemão do EI já havia comentado que o grupo extremista busca se utilizar das regras frouxas dos Estados Unidos. “Eles dizem que os americanos são burros por terem políticas abertas de armas”, disse Harry Sarfo. “Falam que podemos radicalizá-los facilmente e, se não tiverem antecedentes, podem comprar armamento, assim não precisamos encontrar contatos para fornecer as armas”, relatou.

Os Estados Unidos têm anualmente mais de 30.000 mortes por armas de fogo, de todas as origens (suicídio, assassinatos simples e tiroteios em massa). Parte disso é atribuído por especialistas à facilidade em comprar armas no território americano: o país é líder mundial em número de armas per capita, com mais de 88 para cada 100 habitantes.

Além de relembrar atentados terroristas nos Estados Unidos, como o assassinato de 49 pessoas na boate Pulse, no ano passado, a Rumiyah ainda incentiva táticas para atrair vítimas. As sugestões vão desde publicar vagas de emprego falsas até anunciar imóveis inexistentes em jornais.

Comentários

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  1. Mendes Mendes

    mais uma “da redação”, expondo apenas o seu ponto de vista.

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  2. Não importa onde nem o quê. O que importa é de onde vem o dinheiro. Eu suspeito que parte sai de alguma republiqueta controlada por uma quadrilha. Pensou em Brasil? Que preconceito! Eu pensei em Bolívia, Venezuela, e seus “parceiros”. Ops!

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  3. Analisando os números. O Brasil tem 2/3 da população dos EUA, a população está quase completamente desarmada, e mesmo assim tem o dobro (em números absolutos) de mortes envolvendo armas. A explicação: aqui, só os criminosos têm armas. É como “tiro ao pato” em um parque de diversões.

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  4. Carlos Aurélio

    Não se iludam, os Estados Unidos é o maior mercador de armas do mundo. Quem deseja comprar ou para que as armas serão utilizadas não é problema deles. Money, só isso interessa.

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  5. Social Democrata Nem Direita Nem Esquerda

    E para comprar Hylux do Japão.

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  6. Também é facil achar caminhões…

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