Republicano Scott Walker anuncia pré-candidatura à Presidência

O atual governador de Wisconsin é considerado um dos favoritos à indicação pelo Partido Republicano, ao lado do senador Marco Rubio e do ex-governador da Flórida Jeb Bush

O governador do Estado de Wisconsin, Scott Walker, anunciou nesta segunda-feira que é candidato à indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos em 2016, reporta o The New York Times (NYT). Walker, o 15º pré-candidato republicano, é um conservador adepto do “governo mínimo” e defende o corte de gastos públicos. Ele fez fama derrotando os organizados sindicatos de funcionários públicos em seu Estado, conseguindo diminuir o gasto com pensões.

“Eu estou concorrendo à Presidência para lutar e vencer para o povo americano”, anunciou o governador em um vídeo da campanha divulgado nesta segunda. Como um candidato não oficial desde o início deste ano, Walker teve um desempenho promissor, com vários discursos fortes e bons números nas pesquisas. Mas a maior visibilidade de pré-candidatos republicanos que anunciaram a candidatura antes de Walker, como Ted Cruz, Rick Perry, Donald Trump e Ben Carson, fizeram com que o governador de Wisconsin perdesse terreno na corrida pela indicação.

Leia também

Trump desdenha de perdas comerciais: ‘Sou muito rico e não me importo’

Doações a Hillary Clinton se aproximam dos 70 milhões de dólares

Trailer dos ‘Simpsons’ zomba de candidatura de Donald Trump à Presidência dos EUA

Mesmo assim, segundo o NYT, Walker é, ao lado de Jeb Bush e do senador Marco Rubio, um dos favoritos para vencer as primárias de seu partido e disputar as eleições presidenciais do ano que vem. Sua arrecadação de fundos, no entanto, está aquém do esperado, abaixo dos recursos já angariados por Bush e Rubio.

A estratégia de Walker volta-se agora para a construção de uma mensagem mais conservadora. Ele recentemente criticou a decisão da Suprema Corte americana liberando a união civil homossexual no país inteiro. Em seu Estado, Walker está trabalhando para aprovar uma legislação que vai proibir o aborto após 20 semanas de gravidez, exceto quando a vida da mãe estiver em perigo imediato.

(Da redação)