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Reatores de Fukushima sofrem aumento na radioatividade

Operação de resfriamento da central nuclear foi interrompida por causa do risco aos funcionários

A Agência de Segurança Nuclear do Japão indicou nesta segunda-feira que foram detectados elevados níveis de radioatividade nos prédios que abrigam os reatores 1 e 3 da usina nunclear de Fukushima, o que impede os técnicos de entrarem.

De acordo com informações da agência local Kyodo, neste domingo dois robôs manuseados por controle remoto mediram os níveis de radiação e outros parâmetros no interior dos prédios de ambos os reatores, cujo sistema de refrigeração, junto com o da unidade 2, ficou seriamente danificado pelo tsunami do dia 11 de março.

As medições mostraram que no reator número 1 a radiação alcançava entre 10 e 49 milisievert por hora, e no 3 entre 28 e 57 milisievert por hora. Segundo a rede NHK, na sexta-feira o nível mais alto de radiação detectado na entrada dos edifícios era de 2 a 4 milisievert por hora.

Neste domingo a Tepco, a empresa operadora da central, disse que espera levar os três reatores com problemas ao estado de “parada fria”, sem emitir vazamentos radioativos, em um prazo de seis a nove meses.

Antes, em um período de três meses, espera iniciar um sistema de refrigeração estável para essas três unidades e também para a piscina de combustível do reator número quatro.

O governo japonês diz que uma vez controlada a central o perímetro de evacuação em seus arredores será revisado, que até o momento afeta todas as localidades em um raio de 20 quilômetros e algumas situadas até os 40 quilômetros.

(com Agência EFE)