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Radioatividade acima do limite atingiu 17 funcionários

O Instituto de Pesquisa Radiológica do Japão examinou cerca de 200 funcionários da usina, dos quais só dois foram hospitalizados

Pelo menos 17 trabalhadores da usina nuclear de Fukushima se expuseram a radioatividade acima dos limites estabelecidos normalmente para uma emergência, informou nesta quinta-feira a operadora da central, a Tepco. Os 17 operários estiveram expostos a uma radiação de mais de 100 milisievert, normalmente considerado a máxima em condições de emergência, mas para o caso específico de Fukushima o governo japonês autorizou elevá-lo até 250 milisievert.

Três desses trabalhadores receberam nesta quinta-feira entre 173 e 180 milisievert, enquanto cabos elétricos eram estendidos perto do reator três, em um edifício de turbinas inundado com um elevado nível de radioatividade, segundo a televisão pública NHK. Dois dos funcionários foram hospitalizados com queimaduras nos pés aparentemente causadas por exposição direta a raios beta, segundo a Tepco, que indicou que a água radioativa poderia ter entrado pelas roupas de proteção.

Após esse fato, os trabalhadores da área foram temporariamente afastados. Até esta quinta-feira, o Instituto de Pesquisa Radiológica do Japão examinou cerca de 200 funcionários da usina, dos quais só foram hospitalizados para receber tratamento médico especial os dois com queimaduras nos pés. Os trabalhos para refrigerar o reator 3, o único que contém plutônio além de urânio, foi retomado nesta quinta-feira após ter sido suspenso na véspera por causa de fumaça.

Em seis horas as equipes militares e de bombeiros jogaram entre quatro e cinco toneladas de água na piscina de combustível desse reator e conseguiram fazer descer sua temperatura de 57 para 31 graus, segundo as Forças de Autodefesa, citadas pela NHK. Os operários também conseguiram devolver parcialmente a luz aos painéis de controle da unidade 1, no qual se trabalha para reduzir a pressão do compartimento de contenção do reator.

(Com agência EFE)