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Príncipe Charles visita Soweto, berço da luta contra o apartheid

Johanesburgo, 3 nov (EFE).- O príncipe Charles e sua esposa, Camilla Parker Bowles, visitaram nesta quinta-feira o bairro de Soweto, antigo gueto de Johanesburgo que acendeu o pavio da luta contra o regime racista do apartheid.

O casal, acompanhado por Graça Machel, esposa do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, foi recebido com um show de música gospel na Praça da Liberdade.

No local, Charles e Camilla, que iniciaram ontem uma visita à África que passará também pela Tanzânia, receberam as calorosas boas-vindas de dezenas de estudantes.

Graça Machel, cujo marido liderou a luta contra o regime de segregação racial imposto pela minoria branca na África do Sul até 1994, mostrou ao príncipe o monumento erguido na clandestinidade, em 1955, contra as políticas do apartheid.

Depois, o herdeiro do trono britânico e sua esposa participaram de um evento da Fundação de Nelson Mandela, prêmio Nobel da Paz em 1993.

O príncipe também se reuniu com empresários na capital da África do Sul, enquanto sua mulher visitava um albergue de mulheres na mesma cidade.

No último evento do dia, Charles e Camilla foram convidados a uma festa beneficente, para depois jantar com o vice-presidente da África do Sul, Kgalema Montlanthe, Chefe de Estado interino devido à ausência do presidente, Jacob Zuma, que se encontra na França para participar da cúpula do G20.

Charles e sua esposa viajarão amanhã para a província de Kwazulu-Natal, onde visitarão o rei dos zulus, Goodwill Zwelithini, e conhecerão uma reserva natural.

No sábado viajarão para a Cidade do Cabo, onde participarão de eventos de conscientização sobre a mudança climática, que culminarão com um discurso do herdeiro britânico na Universidade da Cidade do Cabo.

No domingo, assistirão a uma missa na Catedral de São Jorge da Cidade do Cabo, para depois viajar para a Tanzânia.

O casal deve permanecer neste país de 6 a 9 de novembro, em uma visita extremamente simbólica, já que coincidirá com o 50º aniversário da independência da Tanzânia, antiga colônia britânica. EFE

jv/rsd