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Primo de Uribe é condenado à prisão na Colômbia

Mario Uribe, ex-presidente do Congresso, foi considerado culpado de fazer acordo com grupos paramilitares de direita

Mario Uribe, primo do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe e ex-líder do Congresso do país, foi condenado a sete anos e meio de prisão por envolvimento com as milícias locais. De acordo com a rede britânica BBC, a pena pode ainda aumentar, uma vez que o ex-senador, hoje com 61 anos, também responde processo por crimes contra a humanidade cometidos pelos grupos.

Os paramilitares surgiram na década de 1980 como exércitos privados financiados por pecuaristas, proprietários de terra, comerciantes e narcotraficantes perseguidos pelos terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mario Uribe foi acusado de manter laços com a Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), responsável por massacres nas décadas de 1980 e 1990

Um acordo de paz em 2003 fez com que os esquadrões entregassem as armas em troca de penas reduzidas na prisão e promessas de não-extradição. Segundo testemunhas da promotoria, um ano antes, o primo do ex-presidente fez ajustes com o grupo em troca de apoio à sua campanha política.

O escândalo, conhecido como “parapolítica”, levou à cadeia cerca de 70 ex-políticos e autoridades – a maioria deles aliados políticos de Álvaro Uribe – por vínculos com grupos paramilitares. Mario Uribe renunciou ao seu cargo de presidente do Congresso depois que a Corte Suprema de Justiça o vinculou, em setembro de 2007, ao processo da chamada “parapolítica”.