Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Presidente egípcio critica regime de Assad e Síria revida

Mohamed Mursi disse que é um 'dever ético' apoiar revolta contra ditador

O presidente do Egito, Mohamed Mursi, criticou nesta quinta-feira o regime sírio e causou uma debandada da delegação da Síria durante uma conferência da Cúpula dos Países Não-Alinhados em Teerã (capital do Irã). Mursi disse que a revolta síria é uma “revolução contra um regime opressor”, e a Síria respondeu dizendo que o presidente egípcio quer “incitar o prosseguimento do banho de sangue no país”.

Leia também:

Leia também: Síria é expulsa da Organização da Conferência Islâmica

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Leia mais no Tema ‘Guerra Civil na Síria’

“A revolução no Egito era um pilar da Primavera Árabe, que começou poucos dias depois da Tunísia e foi seguida por Líbia e Iêmen, e atualmente a revolução na Síria aponta contra o regime opressivo desse país”, afirmou Mursi, o primeiro presidente egípcio a visitar o Irã desde 1979. Para ele, apoiar a revolta síria é um ‘dever ético’.

Mursi comparou a revolta dos sírios com a dos palestinos, dizendo que os dois grupos ‘buscam ativamente liberdade, dignidade e justiça humana’, e que o Egito está ‘pronto para trabalhar com eles e acabar com o derramamento de sangue’. Em seguida, a delegação síria deixou a sala de reuniões.

O chefe da diplomacia síria, Walid Muallem, acusou o presidente egípcio de interferir nos assuntos internos do país. “A delegação síria abandonou a sala para protestar pelo conteúdo do discurso de Mursi, que é uma interferência nos nossos assuntos internos e uma incitação para que prossiga o banho de sangue na Síria”, afirmou Muallem.

(Com agência France-Presse)