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Portugal acaba com rede luso-brasileira de traficantes de cocaína

Lisboa, 18 mai (EFE).- A Polícia portuguesa anunciou nesta sexta-feira a captura dos últimos seis membros de um grupo de narcotraficantes que enviava droga à Europa desde São Paulo e para o qual trabalhavam outras 19 pessoas detidas em vários países desde 2010.

Além dos membros da organização internacional, foram detidas nos meses passados cinco pessoas em Portugal, três na Espanha, dois no Brasil e os demais na França, Suíça, Bolívia, Peru e Japão.

Segundo a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, a organização criminosa utilizava uma ampla rede de contatos e meios sofisticados para introduzir cocaína latino-americana na Europa, sobretudo através de Portugal.

A investigação, que contou com a participação de várias nações europeias, identificou os métodos e itinerários da rede de ‘mulas’ que introduziam a droga, normalmente em pequenas quantidades e com procedimentos e rotas aéreas diversas.

A União Nacional de Combate ao Tráfico de Entorpecentes (UNCTE), responsável pelas detenções em Portugal, detectou que normalmente os envios não superavam seis quilos e iam escondidos no organismo e bagagem dos transportadores ou impregnados e dissolvidos em roupas.

De acordo com a PJ, a denominada ‘Operação Hermes’ permitiu desarticular o grupo criminoso com ramificações também na África Ocidental e teve seu ‘epílogo’ com a entrega, na última quinta-feira, dos últimos detidos à Justiça lusa.

O grupo tinha uma base de operações em Lisboa, vários centros de decisão com outros grupos de traficantes em diversas capitais europeias, mas a ‘infraestrutura’ para a distribuição de drogas estava implantada em São Paulo.

O método mais utilizado para introduzir a cocaína na Europa consistia, segundo a PJ, em recrutar ‘mulas’, geralmente cidadãos portugueses que viajavam ao Brasil e voltavam com a droga camuflada.

O grupo criminoso contava com diversas etapas para recuperar, distribuir e comercializar a droga em Portugal e em outros países europeus, como destacaram as investigações realizadas desde dezembro de 2010.

No total, as autoridades lusas conseguiram interceptar ao longo de um ano mais de 40 quilos de drogas introduzida pelo grupo em pequenas quantidades, o que ajudavam a burlar os controles aeroportuários. EFE