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Político anti-Islã pode pegar até 2 anos de prisão na Holanda

Geert Wilders vai a julgamento sob acusação de discriminação racial e incitação ao ódio após discurso contra marroquinos no país

O político holandês Geert Wilders vai a julgamento nesta segunda-feira acusado de discriminação racial e incitação ao ódio, com discursos contra a presença de marroquinos na Holanda. Se condenado, Wilders pode até dois anos de prisão, segundo o jornal britânico The Guardian, embora o pagamento de multa e serviços comunitários sejam punições mais comuns para os crimes.

Wilders é líder do Partido Holandês da Liberdade (PVV), de extrema-direita, e constantemente critica o Islamismo, defendendo a proibição do Corão e o fechamento de todas as mesquitas na Holanda.

A acusação que o levou a julgamento refere-se a um discurso realizado em 2014, em um comício do PVV, em que Wilders perguntou aos eleitores se eles gostariam que o país tivesse “menos ou mais marroquinos”. Quando os eleitores gritaram “menos!”, ele respondeu “isso será providenciado”.

Mais de 6.000 pessoas registraram queixa contra o discurso de Wilder e, nove meses depois, ele foi formalmente acusado de discriminação racial e incitação ao ódio.

Na sexta-feira, Wilders afirmou que não irá comparecer à audiência em Schiphol, pois considera o julgamento uma farsa e “contrário à liberdade de expressão”. “Este é um julgamento político e eu me recuso a participar”, disse, por meio de um comunicado.

Em um artigo publicado em um jornal local, Wilders alegou que fez um discurso para “milhões de holandeses que estão fartos dos transtornos e do terror causado por tantos marroquinos. Se falar sobre isso é crime,  a Holanda não é mais um país livre, é uma ditadura”.

As pesquisas mais recentes no país apontam que o PVV deve se sair bem nas eleições parlamentares, que serão realizadas em março de 2017. O partido de extrema-direita deve obter um número semelhante de cadeiras no Parlamento ao partido liberal VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte.