Paraguai teme que a guerra entre PCC e CV chegue ao país

Autoridades isolaram 55 detentos brasileiros em presídios paraguaios para evitar confrontos entre os membros das facções

As autoridades penitenciárias do Paraguai tomaram a decisão de isolar detentos identificados como membros do PCC e do Comando Vermelho que estão presos naquele país. A decisão tem como objetivo evitar que se repitam nas prisões paraguaias os episódios de violência que foram registrados na semana passada em Manaus e Boa Vista.

O diretor de Estabelecimentos Penitenciários do Paraguai, Julio Agüero, disse ao jornal Ultima Hora, de Assunção, que a decisão foi influenciada por informações de que havia riscos reais de enfrentamentos entre os presos nas prisões de seu país. “Fomos aconselhados a tomar cuidado”, disse ele.

Agüero afirmou que existem membros do PCC e do Comando Vermelho em grupos pequenos em prisões de diversas regiões do país. Em Pedro Juan Caballero, cidade localizada na fronteira com o Brasil, há a maior concentração de criminosos associados às facções. Um total de cinquenta presos do PCC e cinco do Comando Vermelho foram colocados em isolamento.

Para diversos especialistas em segurança, a guerra entre o PCC e o Comando Vermelho teve origem em junho do ano passado, com o assassinato do traficante Jorge Rafaat Toumani. Ele era considerado o chefe das operações de tráfico na fronteira do Paraguai com o Brasil.

A execução de Rafaat marcou o domínio total do PCC na fronteira e deu início ao que os criminosos passaram a chamar de Narcosul. O crescimento exponencial do PCC levou o Comando Vermelho e as facções associadas, entre as quais a Família do Norte (FDN), a iniciar uma guerra pela sua sobrevivência.

Na semana passada, dois membros do PCC foram assassinados na cidade paraguaia de Capitán Bado. As mortes foram vistas pelas autoridades locais como o prenúncio de um prolongamento da guerra travada no Brasil.

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Em 2 de janeiro – um dia depois da chacina de Manaus – um importante preposto do PCC também foi executado na fronteira com o Brasil. Pablo Jaques e sua noiva foram vítimas de uma emboscada.

O traficante era apontado como o preposto de Jarvis Chimenes Pavão, um brasileiro que está preso por narcotráfico e é considerado um dos principais nomes da facção paulista no país vizinho. No ano passado, as autoridades paraguaias acusaram Pavão de planejar um atentado contra a vida do presidente Horacio Cartes.

Comentários

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  1. Que se matem…

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  2. antonio carlos

    Depois de 13 anos de máfia PT exportamos terroristas

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  3. Devemos eleger Bolsonaro em 2018 e fazer o povo brasileiro seguir as palavras do pastor Silas.

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  4. isso de direitos humanos é coisa de comunista, eles devem ser proibidos no brasil.

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  5. Faça-me rir. O Paraguai é o maior exportador de bandido do mundo e vem com essa agora???

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  6. Carlos Marques

    Quando até o Paraguai teme a criminalidade brasileira, estamos mal…Que constrangedor…

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  7. Brasileiro tem a mania de falar mal do Paraguai, como se o Brasil fosse um país superior aos vizinhos. Só pra lembrar: o Paraguai é um dos países em que a economia mais cresceu no mundo. Sua política de tributos mais baixos e menor burocracia para novos investimentos, atrai muitos que querem investir. Temos muito o que aprender com eles.

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  8. aí eles vão ver que o conde d’Eu era um santo homem.

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