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Papa cria comissão para supervisionar Banco do Vaticano

Decisão de Francisco faz parte de reforma das instituições da Santa Sé

O papa Francisco decidiu criar uma comissão especial para reunir informações sobre as atividades do Instituto para as Obras Religiosas (IOR), o Banco do Vaticano, anunciou nesta quarta-feira a Santa Sé, em comunicado. Com a decisão, que faz parte da reforma das instituições do Vaticano, o papa quer “entender melhor a posição jurídica e as atividades” do IOR.

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Os membros da comissão devem repassar as informações diretamente ao papa. A comissão foi instituída por Francisco por meio de um quirógrafo, um documento assinado de próprio punho, datado de 24 de junho. “O objetivo é permitir a harmonização das atividades do IOR com a missão da Igreja no contexto mais amplo das reformas necessárias das instituições do Vaticano”, diz o comunicado. A comissão foi criada seguindo o convite do antecessor de Francisco, Bento XVI, “para que os princípios do Evangelho permeiem as atividades de natureza econômica e financeira”.

O grupo que acompanhará as atividades do IOR será presidido pelo cardeal italiano Raffaele Farina, ex-chefe do arquivo do Vaticano. A comissão terá ainda Dom Juan Ignacio Arrieta Ochoa de Chinchetru, especialista espanhol na legislação do Vaticano, monsenhor Peter Bryan Wells, membro da Secretaria de Estado, Jean-Louis Tauran, cardeal francês, e a professora americana Mary Ann Glendon, especialista em direito.

Banco do Vaticano – O IOR gere 19.000 contas pertencentes principalmente ao clero católico. São cerca de sete bilhões de euros pertencentes a um público que vai de freiras que estudam em Roma até bispos e cardeais e ainda alguns diplomatas. O novo presidente do IOR, o alemão Ernst von Freyberg, nomeado alguns dias antes da renúncia do papa Bento XVI, começou a verificar cada conta do IOR através da agência americana de consultores financeiros Promotory.

(Com agência France-Presse)