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ONU: Mesmo com monitores, repressão matou 400 na Síria

Chegada de observadores da Liga Árabe ao país não reprimiu os conflitos

O subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, afirmou nesta terça-feira que mais de 400 pessoas morreram na Síria desde o início da missão da Liga Árabe no país, duas semanas atrás. O número soma-se às mais de 5.000 vítimas contabilizadas desde o início da crise entre o governo do ditador Bashar Assad e as forças pró-democracia. “A ONU informou que estima em 400 as pessoas assassinadas desde a chegada dos observadores da Liga Árabe à Síria”, confirmou a embaixadora dos EUA junto à organização mundial, Susan Rice.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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Lynn Pascoe divulgou o novo levantamento ao Conselho de Segurança da ONU, onde cresce a pressão para aprovar uma resolução de condenação à Síria. O órgão se reuniu nesta terça-feira para escutar o relatório de Pascoe sobre a situação no país árabe. Durante o debate, as potências ocidentais insistiram em pedir uma resolução de condenação à violência no país árabe, mas Rússia e China se opõem à medida.

Impasse – Em dezembro passado, a Rússia apresentou um projeto de resolução sobre a situação síria, depois de se unir à China e vetar um texto de condenação a Damasco apresentado pelos países da União Europeia. As negociações estão paralisadas após vários membros do Conselho de Segurança acusarem a Rússia de atrasar as negociações sobre a resolução.

No Cairo, a capital do Egito, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el Araby, denunciou uma campanha contra a missão da entidade na Síria e responsabilizou o regime de Damasco por garantir a segurança dos observadores, após os recentes ataques contra alguns membros da delegação. Os observadores do bloco de países chegaram à Síria no dia 26 de dezembro, ou seja, há 16 dias. Desde então, continuaram os ataques das forças de segurança de Assad contra a população civil.

(Com agência EFE)